Estive aqui pensando com meus botões. Eu não sei se escrevo bem ou melhor do que alguém. Prefiro dizer que escrevo bem. E isso porque já me disseram que escrevo bem. Eu agradeci com modéstia. Mas não a falsa modéstia.
E considero que não há teoria que explique o escrever bem. E o escrever bem não dota apenas os literatos. Conheci uma secretária que escrevia muito bem. Perguntei a ela como ela chegara ali. Ela me respondeu que treinara muito para poder pegar aquele trabalho mais leve. E ela não queria ser literata.
Pois é, a vida é assim. Tem gente que sonha com a literatura até enlouquecer. E mesmo considerado insano, lá está fazendo a sua arte literária. Eu abuso aqui da língua. Não é bem insano o literato, é que os próprios literatos costumam brincar: "Pegou a doença!" Quer dizer, foi mordido pelo inseto. E está literato.
Mas por baixo disso tudo, o tal que pegou a doença, escreveu, limou, se sacrificou durante horas. E hoje escreve arte literária. Que a muitos encanta.