A matéria enrugada, estática e metamórfica,
Se deteriora por tempo e temperatura,
Seguindo por entropia,
Por padrões irreversíveis.
E por ventura, tal qual o vento,
Os consumidores, consumidos são,
Sem ordem ou classes,
No fim, os decompositores o terão,
E como por aberração,
Os berros e choros da natureza,
De filhos, pais e estados,
Aos prantos em tantos que partem,
E na partida o fim de uma porção,
Que após decomposta, retutilizada, será
E a partir de outros ventres, recomposta,
A energia inerte aos sentidos
Penhora, de tempos em tempos,
O que é para ela, algo infinitesimal,
Mas ainda sim, parte constituinte,
E seguindo à física,
Submete-se à eternidade,
Inserida no universo
Perverso e diverso,
Da qual somos nada e algo,
Somos energia e matéria,
Somos, unicamente, inércia.