Delicadamente um gole, saboreando e sofregamente engole outro e outro.Ela quer se perder na embriaguez, sorve mais um gole e sente o teor no corpo amolecido.Ela quer esquecer, a taça quebra, molha o chão encharcado de lágrimas.Ela se corta e sangra, ela já não é mais a dama.Gargalhadas roucas escapam de sua boca vermelha e dormente.Ela quer se rasgar toda, de raiva e de amor.Cambaleia, tira o salto, vai na valsa.Ela titubeia, vê um vulto na penumbra.E o coração dispara de frenesi.Despudoradamente procura, seu cio é latente.Seu sangue corre quente. Ela deseja que seja ele, e não outro joão ninguém. Mas não é ele, é outro alguém. Bebe mais e vai. Disfarça a tristeza. Desloca o foco e pensa que, pagando bem, que mal tem?