Eu entrei na biblioteca. Não havia muita gente lá. Mas as bibliotecárias me atenderam e bem. Pedi um livro qualquer e saí com ele. Antes assinei a ficha de empréstimo onde escrevi meu nome e endereço. Procedimento normal.
Quando cheguei em casa ainda faltava tempo para o almoço ficar pronto. Fui para a sala onde escrevo e pus-me a ler.
Eu já não era um novato na leitura. Pois eu sempre li muito. Mas na escrita eu gostava de ser mencionado como aprendiz. Aprendiz de feiticeiro. Que é como chamam aos inventores de estórias com seus personagens.
E lendo ali quieto, vi que o livro que eu trouxera eu ainda não havia lido. E achei-o saboroso. Pois muito bem escrito, em linguagem coloquial.
Enquanto lia eu não pensava em mim. Estava em casa, o que para mim era bom.
Eu gosto de me sentir meio átoa na vida. Parei de ler, me chamavam para o almoço. Almocei e vim fazer o quilo.
E quando o dia findou, peguei o livro que estava na mesa de trabalho e coloquei-o nas estantes. Com uma marca de distinção.
Pus-me a refletir sobre a leitura. A gente não pode passar um dia sem ler. Ainda mais que eu escrevo. Escrever não é coisa especial, para mim escreve quem gosta e tem tempo.
E assim é que este ano eu faço vinte e um anos de escrita. Me sinto gratificado à vida. E aproveito para agradecer a todos que me circundam e convivem comigo. Todos eles contribuiram de alguma forma para que eu saisse escritor. Obrigado principalmente a Deus, que me concede o dom da vida.