Certo dia minha mãe me disse:
- Filho, somos muito pequenos.
Eu não perguntei a ela porque. E agora fazem quase seis anos que ela morreu. Como eu costumo dizer sempre, eu tenho meus fantasmas. Quero agora contar quem são estes meus fantasmas. Que não me assombram.
Éramos nove. Mas meu pai morreu. Ficamos oito. Minha mãe e sete filhos,e nossa estória. E todos estes são meus fantasmas. Eu os chamo de meus fantasmas por um motivo simples. Quando estou conversando lá estão eles presentes na minha fala.
Mas são fantasmas bons. Como aquele fantasminha branco do desenho. Por exemplo: quando eu preciso de um exemplo bom para guiar meus passos, é só me lembrar de um de meus mortos.
E eu não me assusto, nem quem conversa comigo. Mas tem uma coisa, eu não converso com todos. Até me chamam de anti-social. O que eu transformo em lucro meu.
Me chamam de anti-social no mundo do trabalho, e eu aqui escrevendo não escrevo sobre o mundo do trabalho. Na minha imaginação reina um mundo próprio e só meu.
E é assim que eu vou levando esta vidinha cômoda que conquistei no mundo da escrita. E por hoje eu digo: chega. Estou feliz.