Fui convidado para o casamento. Chego lá cumprimento a todos. E alguns convidados iam chegando. E quando me viam, me cumprimentavam. Eu já os conhecia.
Sentei-me a um lugar, de onde eu ia poder ver os noivos receber as bênçãos. O pastor, eu o vi se colocar no seu lugar. E começa a dizer as palavras abençoadas. Eu estava lá, vendo o pastor que falava para nos lembrar de Deus. E foi tudo tão bonito, que palavras!
Terminada a bênção, vamos para onde será servido o almoço. Eu almoço devagar. A comida excelente. Me lembro de que no meu prato havia até um pedaço de melancia.
Ficamos, eu e outros convidados, a conversar.
A conversa gira em torno de música popular. Depois me disseram que eu conversei também com um tio da noiva.
E vi muitos dos parentes da noiva. A noiva muito bem vestida, toda de branco. Ela me lembra a imagem que sempre fiz de uma princesa de conto de fadas.
Foi uma cerimônia mais que digna. Dessas que nunca deveria acabar.
O noivo todo bem vestido, num terno escuro, mas nem tão escuro. Mas com uma flor na lapela.
E os noivos nos chamam para um retrato. A noiva num gesto de alta poesia, muito sensível, pega meu braço e me dá o braço.
Eu depois comentei isto, dela me dar o braço, com a mãe dela. A mãe dela me disse:
- Uma coisa tão simples, mas que a gente não esquece.
Eu realmente não me esqueço daquele dar o braço. E um dia me encontrei com a jovem noiva, agora esposa. Agradeci. E ela me disse:
- Passou tão rápido.
E hoje pela manhãzinha recebi as fotos reveladas. Olhei os retratos, tudo tão bonito. E pensei:
- Que os dois sejam felizes pela eternidade.