Lá estava ele. Ferido pela seta de Cupido. Quer dizer, apaixonado. E ela ainda não o notara. Então ele se queixou a um amigo. O amigo lhe disse:
- Vá a Igreja e reze.
Foi o que ele fez. Entrou no templo, buscou o último banco, ajoelhou-se e rezou. E quanto mais amor pedia, mais amor sentia.
Não pode se queixar, o amigo a quem confessara sua paixão, falara. E falara para quase todo mundo.
Não riram dele porém. Difícil para quem escreve aqui dizer o que cada um sentiu, ou concluiu daquela nova paixão. Naquela cidade havia muitos apaixonados.
E ele enfim, se declarou a ela. Antes pensara muito, claro uma declaração de amor tem suas consequências. E a dele teve.
Estava eu quieto em casa, e o correio bateu à minha porta. Atendi e quando vi era um convite para um casamento.
Fui ao casamento. Uma festa e tanto. Vi a cerimônia religiosa, que por sinal foi muito bonita.
E enfim o noivo e a noiva hoje moram na mesma casa, apaixonados um pelo outro.
E a vida segue.
Segue tão pacífica quanto antes.
O calor da paixão só sabe dele quem vive entre as quatro paredes que abrigam os noivos. Assim é.