— Dante — Benjamin chamava-o. —, Troca de lugar comigo.
Dante para de beber, casualmente, seu refrigerante e pergunta: — Por quê?
— Quem mandou você malhar tanto? — Benjamin perguntava reclamando. — Suas costas, estão estupidamente largas! Não consigo ver a tela.
— Você é chato à beça — agora, Dante reclamava, enquanto levantava-se. —, vem.
Ao ver o amigo grandalhão se movimentar entre as poltronas, Benjamin, apenas saltou para a de baixo, que estava vazia, enquanto exclamava: — Obrigado!
— Meu Deus — dessa vez, era a hora de Rebeca, parar de comer a pipoca, para mostrar certa irritação. —, Ben, você é canceriano, mas fala mais que geminiano. Sossega!
— Desculpa. — Benjamin pedia, tentando alcançar o saco de pipoca da amiga com a mão esquerda, enquanto mostrava um largo sorriso.
— Só espero que não tenha a velha piada do filme do Pelé, já está defasado. — Dante intrometia-se na conversa, no instante em que sentava, na antiga poltrona de Benjamin.
— Pelo amor de Deus, gente — Rebeca queixava-se, com a boca cheia de pipoca. —, não é todo dia que temos uma folga da faculdade, quanto mais para virmos ao cinema.
As luzes se apagaram e Benjamin exclamou uma última vez: — Olha, vai começar!
NARRADOR: O trio de amigos, junto com outros espectadores, vislumbrou uma frase enorme dizendo: Bem vindos a Academia de contos!
FIM DA CENA.