Eu lembro da primeira vez que li esse poema, e diga-se de passagem, o impacto em cada verso, em cada estrofe e por si só continua vívido e intenso. Já disse o quanto me orgulho de você? Pois é. És tu, ó doce Gemada, a minha personificação de orgulho.
O poema é declamado românticamente, de uma maneira sublime e intensa, onde o eu-lírico recita de maneira demasiada o amor que nutre por, nada mais nada menos, que o seu próprio eu. É como imaginá-lo se auto-declarando diante do espelho, citanda cada detalhe, cada qualidade, e cada gesto rotineiro que o faz transbordar de sentimentos positivos.
Queria eu ter esse ego fortalecido de um narcisista.
Pois para o eu-lírico, o motivo de sua existência, de seu sorriso, de sua felicidade, nada mais é que ele próprio (o que deveria ser uma realidade, e não algo fora do comum). Uma obsessão que, em tuas palavras, chega a ser boa.
Parabéns, de verdade. Esse é um dos meus poemas favoritos!