Corrida No Tempo
Guilherme Isaac Thomas
Tipo: Lírico
Postado: 11/05/21 08:36
Editado: 07/06/21 02:37
Gênero(s): Poema
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 43seg a 58seg
Apreciadores: 3
Comentários: 3
Total de Visualizações: 597
Usuários que Visualizaram: 4
Palavras: 117
Livre para todos os públicos
Capítulo Único Corrida No Tempo

Aquele foi o momento

Que tudo na vida era tão inocente,

Aquele era o cumprimento

Onde os nossos destinos se encruzalhariam.

Ali esteve a minha alma

Cheia de tendências e sonhos,

Até me lembro ainda aquele menino

À beira daquele precipício

De tão inocente que era,

Atravessaria oceânos e máres

E cruzaria o mundo num só gesto de paixão.

Entretanto hoje

Me pego pensando,

Quem me dera a ocasião pra voltar a correr no tempo,

De súbito achar aquele menino

E vêr nos seus olhos acêsos

A fúria por mim deixada à muito.

E implorar que me perdoasse

E o meu destino mudasse.

Quem me dera a ocasião pra voltar a correr no tempo.

Quem me dera.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Obrigado por lerem!

Apreciadores (3)
Comentários (3)
Postado 14/05/21 13:49 Editado 14/05/21 13:50

Que leitura maravilhosa pude fazer aqui, através dessas linhas e dessas palavras tão bem escolhidas para representar os sentimentos humanos!!

Eu acredito muito que a maioria de nós, humanos, somos solitários, e acabamos nos sentindo tristes quando percebemos isso, e temos essa vontade de querer voltar no tempo, para tentar fazer as coisas de modo diferente...

Se eu pudesse voltar no tempo, tenho certeza que minha vida seria completamente outra... Mas o tempo não volta... E só nos resta essa imensa melancolia, que apesar de nos deixar tristes, ao menos nos faz escrever lindos poemas!!

Você é um ótimo escritor, Sr. Guilherme!! Meus parabéns!!

Um grande abraço <3

Postado 17/05/21 03:08

Infelizmente o tempo não volta, só nos restam essas pequenas reminiscências melancolicas, como disseste: “Ao menos nos faz escrever lindos poemas” como sinal de acalmar o coração.

Obrigado Meiling!

Postado 15/05/21 01:18

Quem me dera, meu caro... Quem me dera que a areia da ampulheta pudesse escoar para cima ao menos uma vez...

Quem me dera poder não só encontrar, mas também alertar o menino sobre as consequências de suas ações ou omissões, reepreendê-lo sobre seus pensamentos tolos e improdutivos... Sobre o quanto estava prestes a se destruir...

Quem dera.

Excelente texto, Sr Guilherme! Muito obrigado pela pesarosa reflexão que tal obra me arrancou...

Tristemente,

um ser que se jogou no Abismo há anos e só fez afundar nele, True Diablair.

Postado 17/05/21 03:12

Obrigado por essa maravilhosa reflexão Sr Diablair.

Postado 05/06/21 10:37

Quem nunca quis voltar aos tempos de criança e reviver aqueles doces sonhos e venturas?!

Seu poema é uma delícia de se ler, um verdadeiro afago na alma e ao final deixa aquela saudade de revisitar os tempos de infância...

Parabéns pela obra e obrigada por compartilhar conosco!

Postado 07/06/21 06:11

Eu que agradeço!