No sítio de meus pais havia um pomar,
Ao qual eu sempre quis dos frutos provar.
Tamanho privilegio, não me foi ofertado,
Talvez seja esse o motivo de ter crescido revoltado.
Todas as manhãs acordava de sonhos onde do fruto tinha provado,
Sentia em meu peito a rejeição,
que pela minha família eu não seria amado.
Na manhã de 6 de junho, descobri que minha irmã havia experimentado.
Era suficiente para ansiar uma revolução onde eu estaria armado.
A inveja latejava e desejava do fundo do meu peito ser apenas uma ilusão.
Mas teria ela coragem de fazer tal armação?
Se bem, que motivos já não mais importava.
Só de pensar que ela teve coragem, vontade em mim despertava.
Teria algum cenário em que minha mãe a acobertava?
Pois meu pai eu sabia que por essa atitude jamais esperava.
Não. Eles com certeza não deveriam saber.
Portanto, minha irmã não estava a simplesmente entreter.
Cada dia planejava mais do fruto também me submeter.
Busquei Ananda, perguntando-a sobre sua coragem e como o fez,
A resposta foi curta e objetiva:
“Só busquei aquilo que me satisfez”.
Após essa resposta percebi que minha felicidade não era optativa.
Decidi aguçar meu paladar,
Na mesma noite pelo pomar sentenciei-me a adentrar.
E foi ali mesmo que os beijos do caseiro pude, finalmente, deliciar.