Andei pensando,
No quanto faria diferença
Se tivesse usado aqueles pontos de ação
Em momentos convenientes
E é nestes devaneios que me perco
Em um céu azul marinho com cacos de vidro
Que cortam e fatiam minha alma
deixando pedaços por todos os lados
Sendo somente nesta rua de buracos infinitos,
Dos perdidos e reprimidos,
Que consigo ver!
O quanto insignificante é o pouco que deixo de mim em meus líricos,
Quanto idiota é da minha parte imaginar
Que nesses versos vou conseguir entender o que aconteceu comigo.
É só nestes momentos que percebo
Os levianos pontos de minha esperança
E a ignorância de minha inocência,
Mas eu paro e questiono-me de novo,
A trigésima vez somente hoje,
“Por que?!”
Guardo meu silêncio para chorar como uma criança mimada e insuportável que sou
Para no fim, pisar em falso caindo sem controle ao fundo dos meus pesadelos
Encontrando-me olhando nos olhos de meu anjo da morte
Que me sorri estranho, como quem diz:
"Lhe aguardo no momento certo"
Virando fumaça quando quero perguntar de tudo um pouco
E talvez entender o motivo de meu... viver
Quando volto aos arredores comuns de meu antro lar de monstros, nada mudou.
Eu continuo com minha escandalosa confusão,
Que você, leitor, pode não estar a entender o que lhe escrevo.
Mas essas são minhas verdadeiras metáforas
Que serão interpretadas de forma errônea por longos anos
Até que eu volte aos meus velhos escritos
E ao reler estes digo o que muitos pensaram só que não fizeram por pena ou falsa bondade:
"Que bosta!"
E vai ser neste momento de vergonha
Que vou lembra desta época calma de sons barulhentos e pensamentos alucinógenos
O quanto a vida diária era simples e aconchegante!
Eu andei pensando
Em milhares de ditados motivadores para os momentos de amargura,
Mas eu sinto que me encontro sempre aos pés do findado túmulo de meu amado
Um alguém que eu nunca conheci,
Mas sinto sua falta a cada noite de suspiros reprimidos e toques imaginários.
Toda vez uma viúva deixada de lá
Perante os afagos de seu marido
Agora falecido sem rosto, corpo ou sorriso...
Mas não importa o quanto pense
Em amor, morte, sentimentos, ações ou gritos
O simples fato de eu não quer me mover para o abismo central
Deixa-me em situações arrepiantes
Enquanto corro na direção oposta aos demais
Mergulhando de tempos em tempos em um cansaço grudento
E é lá, por mais incrível que pareça,
Aonde tenho as inspirações para continuar a escrever
Versos que só farão sentindo em meus miolos corroídos pelos vermes.