A cada vez que meus olhos a fitavam, meu coração acelerava de tamanha forma que conseguia sentir meu peito em movimento frenético, subindo e descendo.
Lembrava-me dos momentos em que passamos a dois, quando não somente meu peito subia e descia. Por mais que muitos dissessem que era apenas passageiro, um jogo de interesse pelos dotes, eu sabia que poderia contar com ela. Embora os momentos no quarto fossem sobressalentes, o amor que sinto explode meu peito de maneira que me marca mais que as unhas em minhas costas. Estarei mentindo caso diga que não apreciava os momentos em que podia sentir-te por inteiro, quando nossos corpos se colavam e encontravam de maneira a completar um ao outro. Um quebra-cabeças confuso que apenas o seu gemido ao pé do meu ouvido era capaz de indicar, fazendo um bom uso das mãos para que tudo estivesse no lugar certo.
Embora hoje tenha que me contentar com as lembranças de um passado quente, suado e gostoso. Já que você não está na minha lista de contatos, nem mesmo mora mais na minha rua. Eu ainda sei que posso contar com você, seja para acariciar entre minhas pernas, colocando as mãos em passeio pela minha virilha por baixo da mesa do jantar ou seja para me parabenizar pela promoção do trabalho. A questão é que, infelizmente, não quero contar com você mais. Embora festa alguma faça meu corpo vibrar da forma que você fazia, da maneira que me fazia transbordar. Em palavras, amor e na cama. As memórias vívidas de quando apenas seu nome era capaz de atravessar minha boca, aos gritos, ao mesmo tempo em que sua mão fazia um belo colar ao meu pescoço. Quem diria, que ao final do mês, a corda que eu penso em colocar no pescoço, é outra. Que de nada tem a ver com pele humana.
Alguns podem dizer que para voltar aos eixos, basta te ligar. Porquê dessa forma, o tatear da sua língua, de forma gélida e singela, me levariam as nuvens. O choque que seu corpo causa ao percorrer cada milímetro do meu, me levariam ao paraíso. Mas, do que adianta lá chegar com você, se quando estou só, sou condenado as profundezas do abismo?