Blood // Water
Sorelly
Tipo: Roteiro (Cena)
Postado: 26/10/20 03:19
Gênero(s): Terror ou Horror
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
Total de Visualizações: 295
Usuários que Visualizaram: 7
Palavras: 727
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Notas de Cabeçalho

We'll never get free

Lamb to the slaughter

What you gon' do

When there's blood in the water

( Blood // Water – Grandson )

Capítulo Único Blood // Water

CENA ÚNICA: INT. SALA DA CASA – NOITE.

Há uma cadeira centralizada na sala, onde situa-se um homem amarrado de cabeça abaixada. A sua frente há três homens mascarados e uma mulher sentada em uma poltrona, com as pernas cruzadas.

VALÉRIA: Você realmente achou que seria fácil nos enganar? O quão ingênuo você é, Ricardo? Desde o começo notamos suas atitudes estranhas e os seus sumiços durante as missões, mas fomos dando corda para ver até onde iria sua confiança. E devo dizer que realmente me surpreendeu.

Ricardo leva a cabeça, encarando Valéria.

RICARDO: Fiz o que achei ser certo. Estava tentando protegê-los e...

Valéria se levantou de abrupto, dando um tapa forte do rosto de Ricardo, calando-o.

VALÉRIA: Protegê-los? Eles são meus filhos. MEUS! Com que direito você acha que pode se dirigir a eles? Arthur foi preso por sua causa. Você o incitou, manipulou, não nos deixando uma alternativa a não ser armar uma emboscada. Mas não ache que sairá ileso. Você pagará caro por isso.

Valéria amordaçou a boca de Ricardo com um pano, enquanto se contorcia na cadeira tentando se soltar. Valéria se vira para o primeiro capanga, estendendo sua mão na direção dele.

VALÉRIA: Dê-me a faca!

O capanga rapidamente retira uma faca de sua mochila e entrega à Valéria. Esta sorri, passando o dedo e sentindo o corte do instrumento enquanto encarava Ricardo. Sem muita paciência, começou a desferir várias facadas pelo corpo alheio. Começou fazendo um corte profundo na coxa direita, enquanto Ricardo tinha seus gritos abafados pelo pano. Em seguida, Valéria faz o mesmo procedimento na perna esquerda, observando a poça de sangue que começou a se formar no chão.

VALÉRIA: Ah, eu amo essa cor. Não acha que o vermelho combina com tudo, inclusive com esse momento?

A mulher começa a gargalhar, fincando a faca no abdômen de Ricardo.

CAPANGA 1: Senhora, é o seu marido na ligação. Ele disse que a polícia está a caminho, alguém vazou a informação que estaríamos aqui. Temos apenas 15 minutos.

Valéria olha com desgosto para o seu capanga. Indo em sua direção, retira a mochila de suas mãos, pegando uma arma.

VALÉRIA: É uma pena que a diversão tenha sido interrompida. Gostaria de passar mais tempo nos divertindo, mas infelizmente a sua comparsa nos denunciou. E sim, sabemos quem ela é, e acredite, em breve você a verá no inferno. Adeus Ricardo, espero que Satã não tenha piedade da sua alma.

Valéria aponta a arma e atira na cabeça de Ricardo, vendo o sangue esguichar e sujando-se levemente. Ela olha para um novato que estava quase escondido atrás do seu capanga, apontando o dedo em sua direção.

VALÉRIA: Você, novato, livre-se do corpo. E vocês dois limpem a bagunça, não deixem nenhum vestígio. Quero tudo pronto em 5 minutos.

Valéria sai de cena. O novato vai em direção ao corpo sem vida, retirando-o da cadeira e saindo de cena. As luzes se apagam. Escuridão total. Após cinco minutos as luzes se acendem novamente, a sala se encontra limpa sem nenhum vestígio de sangue. Valéria está limpando as mãos, enquanto observa seus capangas.

VALÉRIA: Muito bem, estão de parabéns. Você, novato, espero que tenha se livrado e escondido o corpo.

NOVATO: É claro, madame. Eu joguei o corpo na piscina atrás da propriedade, ninguém irá suspeitar.

O novato sorri, fazendo uma pose superiora. Valéria para de limpar suas mãos, encarando o novato com uma expressão raivosa.

VALÉRIA: E posso saber o que exatamente você fez com o sangue na água?

NOVATO: Sangue? O-o quê?

Valéria joga o pano no chão com força, indo em direção ao novato e apontando o dedo em sua cara.

VALÉRIA: O SANGUE FICOU NA ÁGUA, SEU IMBECIL.

Antes que pudessem fazer algo a respeito, ouve-se um barulho da porta sendo arrombada. Valéria e os capangas olham assustados para a polícia que havia acabado de chegar antecipadamente, com as armas apontadas em suas direções.

POLICIAL: PARADOS! Vocês estão presos. Ergam as mãos para o alto e sem gracinhas!

Valéria é algemada, assim como seus capangas, mas antes de ser levada ela se desvencilhou do policial que estava a escoltando, indo em direção ao novato e acertando-lhe um chute forte nas partes íntimas. O novato caiu de joelhos no chão, chorando de dor.

VALÉRIA: Idiota.

A polícia escolta todos para o carro, seguindo em direção à delegacia.

Fim de cena.

❖❖❖
Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 17/10/22 20:45

Que roteiro sensacional! Adorei como você trabalhou as personagens, assim como toda a questão do crime que estava sendo cometido.

Obrigada por compartilhar conosco!​​​

​​​Parabéns, Pam ♥