Querido Reizinho, querido Reizinho
Agradeço por todo o amor,
Mas realmente acredita,
Que um ser de porcelana, sem alma alguma
Pode ver no amor humano, algum valor?
Querido Reizinho, querido Reizinho,
Poupe os tijolos, cesse suas obras,
Se quiser escapar, eu consigo,
Voarei para uma terra sem medo.
Humano tolinho, humano tolinho,
Pensa que costurar um rasgo apaga memórias?
Estas são as cicatrizes que suas brincadeiras fizeram,
Hora de jogar meu jogo.
Sua mamãe mandou uma carta,
Ela disse que tem medo de olhar em meus olhos,
Uma criatura linda como eu,
Poderia exercer poder sobre alguém com coração e ossos?
Sua mamãe mandou uma carta,
O castelo pegou fogo,
Os jardins secaram,
Todos os súditos foram embora,
Veja só, querido Reizinho,
Agora estamos realmente sozinhos.
Vou te dar novos olhos de porcelana,
Para que você possa se aventurar no deserto,
Este deserto que é viver selada, á esta forma,
Te darei minhas mãos de pano,
Para que você não fazer mal a nenhuma mosca,
Arranco seu cabelo, coloco lã no lugar,
Rasgo suas roupas,
Te dou roupas novas de brincar...
Vamos, querido reizinho,
Curve-se à esta maldição encapelada,
que você fez questão de criar...
Não tenho pressa em acabar...