karina folheava casualmente um pequeno livro, sentada em sua canga, sem saber que atraia olhares masculinos.
Também o biquíni azulado e esverdeado com laços brancos combinava estupidamente com sua pele morena.
A tatuagem na costela esquerda em homenagem a mãe, era um charme a mais. Assim como o piercing em seu umbigo que deixava sua cintura mais acentuada.
Os homens passavam olhavam, alguns tentavam chamar, mas ela não se importava e continuava lendo, até que um. Maliciosamente jogou areia em sua canga, com os pés.
— Me desculpe. — ela ouvia um tom de voz cortês, e bastante, convidativo.
Karina não havia percebido a maldade, fechou o seu livro e respondeu: — Não tem problema.
Assim que se movimentou para tirar à areia da canga, vislumbrou um moreno recém iniciado na meia idade. Definitivamente bem distinto, dos caras que conhecia.
— Claro que tem. — ele insistia, limpando a canga. — Seu nome?
— Karina. — respondeu rindo enquanto levantava. Ao vê-la de pé, ele sorriu, fazendo a barba mover-se.
Karina por sua vez, embora desprovida de estatura, era dona de generosas coxas que sentada, passava despercebida.
— O seu nome? — era a vez dela de perguntar. Ele prestou-se de pé para ajudar a sacudir a canga.
Mas a verdade era que, gostou de olhar os olhos esmeraldas daquela jovem: — Hugo.
— Pelo menos você pede desculpas, quando joga areia. Tente pisar na areia e não afundar nela.
Ele ria com o conselho de Karina, enquanto a mesma voltava a sentar-se.
— Vou tentar. Está lendo, auto-ajuda? — Hugo perguntou folheando o livro.
— Não é bem isso, é uma historia bonita...
— Não como a dona do livro. — ele interrompia-a, com um sorriso no final. Era largo, os olhos de Hugo quase se fechavam, no entanto, ele não deixava de enxergar nadinha.
— O que é isso? — Ela perguntava tomando o livro para si. — Uma cantada usando o livro de auto-ajuda?
— Prefiro que veja como, um flerte.
Hugo rebatia indo embora com um aceno de mãos. Karina deu um meio sorriso, entretanto ao olhar para o chão, percebeu o celular do homem, largado em sua canga.
Ela pegou a canga novamente, dessa vez para amarrar em sua cintura e com o telefone em mãos, deu uma pequena corrida para chamar: — Hugo!
Ele a via oferecendo o telefone, seu movimento natural foi tentar achar o aparelho em seu próprio bolso, mas por fim, agradeceu com a cabeça.
— Será que eu posso pegar o número da minha heroína? — Hugo perguntava, vendo a garota sorrir.
Karina ficou nas pontas dos pés, apoiou-se nos ombros do novo amigo e respondeu, ao pé do ouvido dele: — Só dou se me pegar.
Depois disso, ela saiu correndo em direção a água e de canga e tudo, mergulhou, perfurando uma onda no processo.
Hugo não hesitou e também correu, quase repetindo o mesmo estilo de mergulho, quando voltou para a superfície, recebeu uma enxurrada de água salgada no rosto.
A culpa era da risonha Karina, que sem perceber tinha a cintura agarrada pelas mãos de Hugo, ela fez um movimento natural de laçar as costas dele com as suas pernas.
Apenas Hugo estava em pé, a água cobria até seu peito e a jovem flutuava até chegar meio palmo de distância.
Karina revirou os olhos ao tocar o volume do short de Hugo com o meio de suas pernas, que só estavam protegidas por seu biquíni.
— Você gosta? — ele perguntou vendo-a responder que sim com a cabeça e começar a boiar.
Hugo passou uma das mãos pelas costas da amiga e a trouxe para si, no entanto, graças a esse movimento ela ergueu-se um pouco e quando abaixou, foi como se sentasse.
— Nossa. — ele suspirava sentindo a pressão nas roupas. —Que maravilha.
Karina limitava-se a arfar e a mexer os quadris para se esfregar mais, todavia, de uma hora para a outra. Ela afastou-se.
— Chega. — a menina falava risonha. — Vou te dar meu telefone, se o seu ainda funcionar, depois de mergulhar.