Quando só o necessário não é o suficiente.
Vivemos em uma sociedade de consumo, é verdade, e, por conta disso, existe muito desperdício e um crescente movimento em prol de usar só o que for necessário, de buscar um consumo consciente no dia a dia e enfim, consumir o mínimo possível em benefício da ecologia e da manutenção da vida na Terra.
Viver assim é uma atitude louvável e com certeza deve ser incentivada diariamente e ensinada às futuras gerações, mesmo porque, se quisermos que haja um bom futuro para estas, precisamos deixar-lhes um bom planeta e, viver com o necessário realmente seria útil na diminuição do estresse a que todos somos expostos pela ânsia do ter, ser e possuir, contudo quando se trata do mundo psíquico, de nossas necessidades psicológicas, aquilo que para uns é mais que o necessário, nem sempre é o suficiente para outros.
Hoje em dia, a despeito de toda tecnologia, as pessoas não se conhecem realmente, não há espaço para intimidade, para estar junto de verdade, para ouvir atentamente e olhar nos olhos, criam-se personagens, maqueia-se a realidade...
Cada um de nós é um mundo à parte, possui um modo único de ver, perceber e sentir o mundo, mesmo em gêmeos idênticos, a singularidade se faz presente e as necessidades de cada um diferem das do outro. Diante disto deveríamos ser mais compreensivos, mais atentos, mais empáticos em nossos relacionamentos, pois se quisermos realmente ser e fazer os outros felizes precisamos ampliar nossa visão, ser menos egoístas, deixar nossas ideias pré-concebidas de lado e assim, a partir de uma comunhão mais profunda ir além do necessário e fazer parte, conviver, crescer juntos e ser melhores uns com os outros e consequentemente melhores para o planeta.
Como já dizia o grande gênio Albert Einstein: “O destino da humanidade civilizada, mais do que nunca, depende da capacidade de suas forças morais regeneradoras. Enquanto em passadas épocas era o bastante que um homem se emancipasse do egoísmo pessoal para tornar-se valioso membro da sociedade, hoje em dia urge que ele se emancipe também do egoísmo classista. Só quando se alça essas alturas pode ele contribuir para melhorar a sorte da humanidade” (O pensamento vivo de Einstein, Martin Claret, 1984, p. 65, 66).
Ainda na questão ecológica alguém já disse: “Todos se preocupam com o planeta que deixaremos aos nossos filhos, mas poucos se perguntam: que tipo de filhos deixaremos para o planeta?” , se formos além do necessário e realmente buscarmos um maior envolvimento com o nosso próximo, indo além e buscando aprender com ele e ser realmente parte de seu mundo, poderemos ter um mundo melhor, pois quem está feliz, quem ama, quem recebe amor, também espalha o amor à sua volta e estende-o cuidando bem do ambiente em que vive.