Esse texto é como um abrigo para almas que, na jornada da vida em busca do amor, acabaram entrando nas desventuras dos corações partidos.
É, literalmente, foda quando perdemos alguém. Parece que cada centímetro quadrado de existência nos lembra daquela pessoa. Parece que o peso no coração nunca diminui. Parece que nunca vamos superar aquela dor tão cheia de amor. Às vezes nós não queremos seguir em frente, afinal existem conexões de alma que tornam-se tão preciosas e profundas que são impossíveis de serem somente esquecidas.
Como se esquece aquele cheiro tão bem decorado? Aqueles lábios possuidores dos melhores beijos? Aquele coração que se tornou lar? Aquela pessoa que, um dia, foi tão nossa quanto os nossos próprios órgãos? Términos são, por excelência, os maiores massacres internos, pois como a gente esquece das lembranças que até nosso menor átomo possui?
A sacada de gênio do título e do fim do texto são tão poéticas e, ao mesmo tempo, se encaixam perfeitamente na fala do interlocutor de coração partido. O leitor se identifica com ambos, pois se um dia ele está na pele daquele do coração partido, no dia seguinte ele estará na do que diz "pare de amar ela". Este pequeno texto é embargado de duas realidades amorosas muito importantes: a do sofredor e a do superador. Todos nós passaremos por isso. O importante é saber como lidaremos com essa dor.
Obrigada por compartilhar conosco essa obra maravilhosa, cheia de poesia e embargada de realidade.
Parabéns, mil vezes, Pam ♥
P.S.: que capa linda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!