aconteceu que.
Kieran Savage
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 14/08/19 12:41
Gênero(s): Poema
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
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Palavras: 287
Livre para todos os públicos
Capítulo Único aconteceu que.

Ruínas de mim, dos outros em mim, por (?)...

a chama, porém, persiste;

o desejo serpentinoso;

e essa mulher que se esgueira no olho do nada;

que posa para fotos com os pés a brotar do nariz;

e os ouvidos salpicados de vales

em que passarinhos borboleteiam Dada nado de fogo;

seu espírito no cúspide plasmado do surreal trinar

das gôndolas venezianas empilhadas nos braços

do Cristo Redentor com samba nos rodeios elétricos

do bonde blum de blur de azul de bler de blim...

Pouso de argolas girando no quadril olímpico...

E essa mulher que, quando acorda, vê o avesso

e concorda que quase acreditaria na suprema luz

ou no tormentoso abismo...

Ai!

Preciso maquiar o meu tormento. Com firulas,

desviar minha consciência do eterno cancro...

Ai!

Gosto de brincar com as palavras; e às vezes me corto.

Mantenho-me frenético, nervoso, sem ioga e sem ascetismo;

comendo biscoitos Cream Cracker com manteiga;

bebendo infinitas xícaras de café;

a minha dieta amarga;

o tabaco que agora acabou...

O que se passa no STF? O que se passa

com as outras tantas INFINITAS SIGLAS?

Os seres humanos continuam jorrando, incessantes,

da ferida aberta do vaginal cosmos transante,

em tudo transando com tudo ad aeternum.

Tenho a língua azeda de ressaca odienta;

e este mal humor e esta agonia que não tem preço.

Mas eu gosto das fotos daquela (mulher?)

explosão

gif

aconteceu que.

de re

pente. assim logo tudo quebrou. o sol raiou etc.

Boatos de que buscavam a ressurreição...

Mas tamanha quantidade de Ketchup no brioche!

Com efeito

o véu de maya

deliciosa & ou horrorosa [mas (também)] cúmulo de corais

de casais de saturnais e não sei o que mais

minhas costas doem

eu quero a paixão impossível

❖❖❖
Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 17/10/22 21:27

Os acontecimentos contados pelo eu poético são dispostos no poema de forma frenética e os mesmos dão forma aos versos. Há reflexões, sentimentos, acontecimentos... é como se estivéssemos lendo um turbilhão.

Obrigada por compartilhar conosco!

Parabéns