Assim como pinica minha cabeça agora, assim é minha mente à mil, “like a” transito de qualquer lugar - [posso usar São Paulo como exemplo, que apesar de cheio o fluxo, por vezes, mantém-se muitas horas parado num mesmo lugar, em horários de pique.]
[Isso não falei com propriedade, digo, experiência, pois fiquei sabendo pela tv. Pois não moro em São Paulo, então...]
Eu diria agora a palavra, mas... Ah, você já sabe! Isso é apenas muito bobo. [Começa com a] Bobo não é o problema, bobo é falar assim, disso, dele - que no caso seria de mim, no final das contas.
O que estou tentando passar? Sim, porque é o que queremos quando escrevemos algo.
[Ainda que quando escrevemos em um diário podemos até dizer que não escrevemos pra ninguém, mas a verdade é que desejamos que um dia, algum dia, alguém leia. Isso disse minha professora de literatura. De fato eu concordo, pois é aquela história de daqui a muitos anos alguém ler isto e saber que eu existi - isso falando do diário, não de um texto num blog, por exemplo. Bem, eu já imaginei esse tipo de coisa.]
Enfim, alcançar outros. Não digo ser “lido”, mas entendido, [nessa minha situação, que falo aqui] compartilhado, como se compartilha uma dor, não uma notícia de jornal.
Tipo, alguém que te ouve e diz “eu to aqui”, eu também passei por isso hoje e tal seguido de um abraço caloroso como nos filmes melosos que a gente vê uma vez perdida numa tarde nublada, deitado no sofá com o forro todo bagunçado. – porque, ah, arrumar não tem tanta importância assim como minha mãe acha. [Arrumo depois quando eu me levantar.]
Isso de que eu estava falando é importante. Isso é bom, mas aí só se for ao vivo. Porque é bom ter alguém de carne e osso por perto. Se jogar no quarto do irmão mais novo pra variar das teclas do computador. [Ou quando não se aguenta mais o isolamento, hum?!]
O que eu falava mesmo? Ah, mil! À mil pinica minha cabeça, ou era minha cabeça pinica, meus pensamentos à mil!
Às vezes me pergunto se realmente tenho alguma vocação para a escrita... Aí se iria mais metade de uma folha, mais quatrocentas e duas palavras, só que eu não vou mais discorrer sobre um novo assunto aqui e agora. Talvez outro dia. Espero não precisar que minha cabeça esteja pinicando pra isso. E não vai estar. Eu espero. Amem]