O nosso primeiro encontro
Lullaby
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 16/03/16 16:22
Gênero(s): Comédia Romântico
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 16min a 21min
Apreciadores: 5
Comentários: 4
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Palavras: 2639
Não recomendado para menores de doze anos
Notas de Cabeçalho

A bela da Alés apresentou-me este site lindo e ainda fez pressão para que a minha primeira história postada aqui fosse "Dois bêbados no rio Cam".

Depois ela pegou na história e criou algo lindo e "triste" e que me partiu o caração em trinta e quatro pedaços (pormenor). Mas, que ao mesmo tempo, não era triste. Era vida.

Por causa dela, e da história (tanto a da Alés, como a minha) consegui ver que havia uma beleza especial no rio Cam.

(Man, isto já parece um daqueles agradecimentos de livro. Resume, Mónica. RESUME).

Então, basicamente, Eleanor e Ryan foram as primeiras pessoas, a serem apresentadas, aqui, a viver aventuras no rio Cam.

Mas eles não foram os primeiros. Os primeiros foram Elizabeth e Richard.

Esta história foi escrita em janeiro de 2014. Logo, as aventuras no rio Cam existem desde aí.

Dedico à Rafaela, porque ela sempre gostou desta história, e eu gosto dela <3

Capítulo Único O nosso primeiro encontro

Já era noite cerrada, e Richard Smith encarregava-se de virar as cadeiras de madeira sobre as mesas, no Rose and Crown, bar onde trabalhava. Faltava meia hora para o local encerrar, mas uma rixa de bêbados que sucedera há uma hora atrás obrigara o jovem barman a expulsá-los porta fora do estabelecimento, por isso, agora, o bar estava estranhamento vazio e silencioso.

Richard não se importava, estava cansadíssimo. Tinha sido apanhado na luta, e agora tinha uma nódoa vermelha na maçã do rosto, que lhe doía bastante. Fora golpeado por um soco de direita de um dos homens embriagados, e gravou na mente para nunca se meter com aquele homem sóbrio.

Esfregou o tampo da cadeira vigorosamente, com o pano húmido, e virou-a sobre a mesa redonda, de plástico a imitar madeira. A sua atenção foi desviada das tarefas de limpeza, quando ouviu o leve tilintar de gelo bater contra vidro. Desviou os olhos daquilo que parecia madeira e olhou de viés para a dona do copo que produzira o som, sentada num canto do bar, onde duas paredes se cruzavam.

Ela chegara ao bar a horas nada decentes, mesmo para um universitário; sentara-se naquele canto, sozinha, longe de tudo e de todos. Recusara dois convites de rapazes que lhe ofereceram companhia e, provavelmente, bebida. Pedira dois mojitos e pagou ambos na hora, quando o empregado a atendera, e mandou para trás todas as caipirinhas, martinis, vodkas que algum “atencioso cavalheiro” lhe havia pago.

Richard deixou o pano húmido sobre a mesa que limpara segundos atrás. Aproximou-se da rapariga e interpelou-a, não sem gentileza na voz.

Ela olhava de maneira apreensiva para o telemóvel, mas quando sentiu a presença do barman levantou os olhos negros e pousou o aparelho sobre a mesa.

— Vai desejar mais alguma coisa?

Ela prensou a palhinha preta entre dois dedos e pressionou-a levemente contra uma fatia de limão, dentro do copo. — Não. — Respondeu.

Richard não se mexeu. Queria ir para casa, mal o contabilista — um garoto saído da universidade, com o curso superior de economia, que parecia desesperado a aceitar o emprego, por mais miserável que fosse o salário — acabasse de fazer as contas do mês e saísse da sala do bar, espaço minúsculo num canto da cozinha, onde estava uma mesa retangular e umas quantas cadeiras, todas diferentes. Não queria esperar até ela se decidir a ir embora.

São quase cinco da manhã, pelo amor de Deus.

— Não é habitual vir uma pessoa sozinha até aqui, e permanecer até tão tarde. — Podia ser que a rapariga não fosse dada a conversas e, por isso, pegasse nas suas coisas e saísse, com o nariz empinado, porque o impertinente barman decidira meter conversa com ela.

— Esqueci-me das chaves da minha residência dentro dela. Bati duas vezes à porta em horários diferentes, mas ninguém respondeu. Ou alguém assassinou as minhas colegas dentro de casa, ou elas estão por aí fora a viver a maior festa das suas vidas, e como nem o telemóvel atendem, aposto que é a primeira opção.

Richard esboçou um arremedo de sorriso. A rapariga correspondeu e agitou levemente a cabeça, como se dissesse que estava a brincar. Havia algo de familiar nas maçãs do rosto salientes da rapariga morena. Richard tinha a certeza que já vira aquele sorriso em algum lado.

— Desculpe, mas eu conheço-a? — Perguntou, sem rodeios, mas respeitosamente, deixando claro que não estava a dar nenhuma de casanova.

Ela arqueou levemente as sobrancelhas desenhadas.

— Está a fazer-se a mim?

— Não! — Apressou-se a negar, fazendo sinal com a mão. Ela abriu ainda mais os olhos. “Estará a menosprezar-me?” Inquiriam. — Isto é, penso que já a vi… na Universidade de Cambridge.

Exato. Pescou informações na sua memória. Recordava-se dela da Universidade que frequentava atualmente. Vira-a no início do semestre, no curso de Direito, durante duas semanas, e depois nunca mais lhe pusera a vista em cima.

— Além de me estar a galantear, tem-me perseguido? — Ela estava bastante séria, e Richard não percebia que parte da conversa poderia ter desencadeado aquela conclusão.

Franziu o sobrolho.

— Não a estou a galantear, nem a tenho perseguido. Estou a fazer o mestrado de Direito, na universidade de Cambridge, primeiro ano, e tenho a certeza de que a vi por lá, nos primeiros tempos.

O rosto dela tomou um semblante descontraído. Gargalhou. Richard não podia dizer se simuladamente.

— Havia de ver a sua cara. Pensava o quê? Que eu ia fazer uma cena e o iria denunciar à polícia?

Richard não respondeu, nem retrucou a gargalhada. Queria dizer-lhe que, após trabalhar desde as seis da tarde, até às cinco da manhã, poucos eram os pensamentos coerentes que lhe passavam pela cabeça, mas calou-se.

— Sim, viu-me na universidade. Deve ter-me visto num ou outro anfiteatro, nos primeiros tempos. Também estava a estudar Direito, primeiro ano, mestrado. Mudei de curso.

— Agora estuda teatro, não?

Elizabeth ignorou a provocação.

— Estou a tirar o mestrado de Ensino Básico. Adoro crianças! — Confidenciou, a sorrir, e o sorriso pareceu sincero a Richard. — Quero ter uma equipa de futebol em casa, no futuro. E você…? — Hesitou — Desculpe, nem me apresentei, Elizabeth. Kent. — Disse, estendendo a mão a Richard. Este apertou-a entre a sua, e reparou nas unhas dela, cuidadas e pintadas de rosa.

— Richard Smith. E o desejo de ter uma equipa de futebol no futuro nunca me passou pela cabeça.

Elizabeth sorriu.

— Não. Porque é que o Richard escolheu Direito.

Richard apertou o polegar e o indicador contra o início da cana do nariz, ligeiramente constrangido.

— Peço desculpa, já não raciocino bem a estas horas.

— Eu percebo. Está a trabalhar desde cedo, para pagar as propinas da universidade, e agora tem de aturar uma chata que não o deixa ir para casa.

Richard ia simplesmente negar aquela afirmação, até porque, em parte, começara a simpatizar com Elizabeth, mas decidiu pegar na conversa do Direito e continuar daí.

— Escolhi Direito porque quero ajudar pessoas.

Elizabeth esboçou um esgar, sarcástico, pareceu a Richard, mas não disse nada.

— E a Elizabeth; porque é que não continuou a estudar Direito?

— O meu pai queria que eu estudasse Direito. Eu…

— Você quer uma equipa de futebol.

— Sim. E não. Também quero ajudar pessoas. Crianças. Dar-lhes educação. Quero ter filhos bem educados. Direito nunca foi a minha vocação, os quatro anos de licenciatura foram uma tortura.

Richard esboçou um sorriso, perante aquela afirmação. Olhou sobre o ombro, para o quadrado de luz que provinha da porta da cozinha, atrás do balcão, ao fundo. Apostava que o rapaz ainda se ia demorar. Têm uma licenciatura e pensam logo que são gente e que estão aptos para o mundo do trabalho. Puxou uma cadeira para si e sentou-se perto de Elizabeth.

Sorriu pela ideia que lhe passou pela cabeça, e partilhou-a em palavras.

— A Elizabeth parece saber o que quer da vida. É uma super mulher, até o sobrenome lhe assenta como uma luva. Kent¹. Também vem do planeta Krypton?

Ela riu com a observação.

— Sou cem por cento inglesa. Quer dizer, quase. Os meus pais dizem que na nossa família corre sangue índio, ou egípcio, algo assim.

De fato, Elizabeth não era a típica beleza inglesa, loira de olhos azuis e pele de porcelana, que qualquer bom gentleman teria medo de tocar, não fosse partir. Ela tinha uma face exótica. Era sensual e picante, com a sua pele bronzeada, olhos e cabelos negros. A cana do nariz era comprida e fina, e assentava perfeitamente na sua cara ovalada, de maçãs salientes, lábios simétricos e dentes perolados.

Richard achara-a bonita, das primeiras vezes que a vira. Naquele momento, à média luz, achava que bonita era pouco para a descrever. Assemelhava-se a uma Cleópatra do século XXI. Alta, elegante.

— E, olhe, esqueça o Elizabeth, trate-me por Lizzie. Não gosto de Elizabeth.

— Elizabeth é bonito — Elogiou Richard.

— Seria bonito, se vivêssemos no século XIX.

Richard fez um esgar.

— A minha avó chama-se Elizabeth.

— Como disse, seria um nome bonito, se estivéssemos no século XIX. E o Richard, é bastante inglês, não? Com o sobrenome Smith². Tem braços fortes como um ferreiro, posso ver isso.

Richard corou levemente, com o elogio.

— É de acartar diariamente grades de cerveja para saciar os bêbados do local.

— Devia agradecer a esses bêbados.

— Deram-me uma tareia hoje — Ripostou Richard, que não suportava a ideia, nem que fosse a brincar, de agradecer o que quer que fosse aos universitários embriagados que, por vezes, faziam das suas noites um inferno. — Devo agradecer-lhes servindo-lhes bebida até se afogarem nos próprios copos, ou trancando-os no armazém, cheio de cerveja, sem abre-garrafas, para ver se morrem de desespero?

Elizabeth pousou o cotovelo sobre a mesa e apoiou a face na mão.

— Tem um lado vingativo. Absolutamente nada inglês. — Constatou, lançando a Richard um sorriso provocador. Ele perguntou-se se ela estaria a fazer de propósito para o espicaçar. Gostava de pensar que sim.

— O meu pai é dinamarquês, e a minha mãe americana. Só sou inglês no cartão de identificação.

— No entanto tem cara de inglês, olhos azuis, cabelo loiro. Acho que até tem um porte cavalheiresco, se quer que lhe diga. E quanto à sua pele bronzeada sempre pode dizer que foi de ter passado o fim de semana nos Alpes a fazer esqui.

— Claro — Confirmou Richard, num tom sarcástico — Vou todos os fins de semana aos Alpes fazer esqui.

— Viu como sou intuitiva? — Brindou-o com um bater de pestanas negras e um sorriso largo — Richard, ainda está de serviço?

Richard por momentos estranhou a pergunta. Subitamente lembrou-se de que ainda estava de serviço. A conversa estava a ser tão interessante, que se esquecera de que devia estar a perguntar o que Elizabeth desejava beber, não estar prestes a beber algo com ela.

Olhou o relógio de pulso e surpreendeu-se ao ver que passavam dois minutos das cinco, horário de encerramento do bar. No entanto, não se importava de que o garoto das contas se demorasse ou adormecesse sobre os cálculos.

— Há dois minutos que não estou no meu horário de serviço, logo deveriam estar a pagar-me horas extra. — Elucidou, com um semblante divertido — Porquê? Não me diga que me quer convidar para uma caminhada, a fim de vermos o nascer do sol, como se fossemos namorados.

Elizabeth fingiu indignação, e Richard quase pensou ter dito algo que a tivesse magoado, não fosse o ínfimo sorriso no canto da boca.

— Desculpe? Você galanteia-me, persegue-me, e depois eu é que quero ir ver o nascer do sol consigo? — Deixou o ar falsamente grave de lado e esboçou um sorriso. — Só queria uma cerveja. Pressinto que mais tempo sem álcool e irei tornar-me demasiado séria… mas ir ver o nascer do sol não me parece má ideia. — Admitiu, baixando os olhos.

Richard tinha em mente devolver o troco e fingir um ar absurdamente sério e grave, já que Elizabeth fizera isso três vezes, em meia hora, consigo. Mas em vez disso, ao ver-lhe a expressão, afagou-lhe os cabelos negros e lisos e sorriu como uma criança.

Foi buscar as cervejas à geladeira, e retornou à mesa. Pousou as duas médias sobre a mesa e depois fez as caricas saltar, uma de cada vez, com a parte de baixo do isqueiro de plástico, que transportava no bolso.

— Sabe abrir garrafas com um isqueiro. Quando for grande quero aprender a fazer isso. — Aplaudiu, bebendo um golo da cerveja fresca.

— Eu ensino-lhe. Importa-se que fume? — Perguntou a Elizabeth, tirando o maço de cigarros do bolso — Gosto de acompanhar cerveja com cigarro.

— À vontade — Elizabeth encolheu os ombros, não satisfeita. Richard podia ver-lho na expressão.

E tu só a conheces há quarenta e cinco minutos, Richard.

Deu três golos generosos na bebida. Soube-lhe a água do paraíso.

— Não devia dizer-me que me tornei uma desilusão? — Elizabeth piscou os olhos, em sinal de incompreensão — Que o seu futuro perfeito marido de raízes dinamarquesas e americanas, com que imaginaria formar uma equipa de futebol, não devia fumar, beber, nem fazer sexo em dias santos? — E sorriu.

Elizabeth bebeu da garrafa. Depois balançou-a no ar, com o gargalo entre os dedos, e pressionou levemente o vidro frio contra o pequeno hematoma que se formara na bochecha de Richard.

Não sorriu, mas olhou-o com carinho.

— Quem disse que o quereria como marido?

Richard esboçou um leve sorriso. As bochechas de Elizabeth haviam enrubescido, provavelmente pelo álcool. Ela tinha afeição no olhar. Richard queria dizer-lhe que nunca antes vira olhos tão belos, mas em vez disso, respondeu-lhe:

— Prefere um gentleman inglês, franzino, que saiba de cor todos os nomes dos chás ingleses e a leve esquiar aos Alpes nos fins de semana? — Perguntou, com um fantasma de sorriso no rosto. Bebeu da cerveja — Acho que ele fugia de si, mal ouvisse o plano da equipa de futebol.

Elizabeth fez pressão com a garrafa, contra o rosto de Richard, que fez uma careta de dor.

— Nunca mais se vai esquecer disso, pois não?

— Não tenciono — respondeu-lhe.

Elizabeth afastou a garrafa da bochecha de Richard e deu uns golinhos.

— Está a pensar ter uma equipa de futebol comigo, logo, está a pensar em ter relações sexuais comigo. Que inconveniente da sua parte. — Brincou.

Uau. O álcool fá-la ousada. Mas, sinto muito, não partilho sentimentos desses na presença de uma donzela. Sou um verdadeiro cavalheiro.

Ela sorriu e revirou os olhos. Ao que bebeu o que restava da cerveja. Pegou no telemóvel e abriu a boca de espanto.

— Olhe as horas. Já passa das cinco e meia. — Constatou, vestindo o casaco de cabedal à pressa e abrindo a carteira para pagar as cervejas. Richard recusou o dinheiro, como seria de esperar, e ela não insistiu mais.

Imitou-a e levantou-se da cadeira.

— Tem de ir? — Perguntou, verdadeiramente consternado.

Elizabeth parou de se compor e olhou-o.

— Não queria. Mas deduzo que a sua vida não se resuma a aturar loucas que fazem com que passe mais tempo no seu local de trabalho e lhe confidenciem que querem ter uma carrada de crianças no futuro.

Richard abanou a cabeça, em sinal de negativo. A presença da divertida Elizabeth fora uma das coisas mais fantásticas que lhe ocorrera em meses.

— Quem me dera que mais loucas como você aparecessem por aqui. — Agarrou-lhe nas mãos, com afeição — os últimos loucos que passaram por este bar deram-me uma tareia. — Rodou ligeiramente a face, referindo o soco de direita que um embriagado do tamanho de um touro lhe desferira. — Mas a Elizabeth faz-me rir e ainda me quer pagar cervejas. Definitivamente é a minha louca favorita.

Elizabeth riu. Manteve o sorriso no rosto luminoso e entrelaçou as mãos de Richard nas suas.

— Gosto de si, Elizabeth. — Admitiu Richard, com um ar bastante sincero. — Só conversei consigo hoje, mas sinto que a conheço uma vida inteira.

Elizabeth deu um passo em frente, colocou-se em bicos de pés e beijou-o nos lábios, de forma singela. Sorriu, com a boca, com os olhos, com a alma. Ela vibrava.

— Acho que posso sobreviver à ideia de casar com um homem que não conhece o nome de todos os chás ingleses.

Richard guiou-a pela mão, pegou no casaco, sobre o balcão, num bloco de notas e numa esferográfica preta. Rabiscou algo no bloco e deixou-o sobre a mesa, para o rapaz das contas não pensar que o trancara lá dentro.

— Vais-me raptar e escreveste a quantia que queres de resgate no papel? — Inquiriu Elizabeth, deixando-se levar pela mão, a sorrir.

— Foi isso mesmo. Finalmente estás a tratar-me por tu.

— Vais-me levar contigo para a tua caverna dinamarquesa, acho que tenho o direito. Onde me levas?

— Ao rio Cam. Vamos ver lá o nascer do sol. — Fechou a porta do bar. Fileiras de luzes iluminavam a rua e cheirava a natureza e a chuva. — Agrada-te a ideia?

Elizabeth sorriu e anuiu com a cabeça. Apertou o casaco de cabedal até ao pescoço, para se proteger do frio. Não largaria a mão do seu dinamarquês americano por nada.

— Imenso. Agrada-me imenso.

❖❖❖
Notas de Rodapé

¹ - Kent é o sobrenome de Clark Kent, que é o nome do personagem fictício super homem. Krypton é o mundo de origem dele.

² - Smith significa "ferreiro", por isso a Elizabeth faz referência a isso e aos braços dele. Smith é um sobrenome muito comum na Inglaterra

Obrigada por terem lido. Este texto também está no Spirit :)

Apreciadores (5)
Comentários (4)
Postado 16/03/16 20:58

Não tenho palavras para expressar o quão bela esta história é. A ligação entre eles é tão intensa e tão bela. Quase como se fossem almas gémeas que se reconheceram imediatamente. Ambos são tão belos, tão profundos, tão perfeitos - de uma forma muito humana.

Por mais amores como este, por mais passeios pelo Cam, por mais cervejas partilhadas.

Obrigada, Luks. <3

Postado 21/03/16 21:37

Eu preciso escrever a sequela deste texto. Obrigada

Postado 30/01/17 18:32

Nossa! Muito bonito. Adorei a sua descrição, dos detalhes. Parabéns. <3

Postado 16/10/22 10:23

Aaawwnnt como você é uma escritora talentosa!!

Amei os personagen, amei o ambiente, amei a história!!

Parabéns por um conto tão bonito <3