Eu encaro teu olhar, você nada diz. eu espero uma resposta, você nada fala e nada faz; nem uma mão para me guiar oferece, impassível ao meus pedidos.
“Me diz que isso é quem você realmente é”, finalmente fala. Eu não entendo, quem eu eu realmente sou?
Nunca tive profundidade, mas você persistia em achar significado em mim (no vazio).
Tento alcançar tuas mãos, você se afasta de novo – e de novo, sempre para longe. O sorriso nunca está no seu rosto, é sempre a decepção que te preenche quando está comigo. “Sabe, eu nunca liguei pra você de verdade” e então parte.
e eu afundo,
cada
vez
mais
(até não sobrar nada de mim na superfície).