Você pode me contar qual é o gosto da felicidade? Você pode me dizer que existe algo além dessa melancolia sufocante que me corrompe até eu desmorone? Dê a mim, caro leitor, uma gota de esperança, pois meu inferno particular deixa minha garganta seca.
E eu não quero que me despedacem
Com mãos que machucam.
E eu não quero sumir,
Antes mesmo de existir.
Você pode narrar uma história onde o fim não é infeliz, até que minha alma durma para sempre? Você pode revelar que há uma existência pulsante e vívida em meio a tantas palavras mortas? Diga-me, caro leitor, que há luz fora deste antro de trevas, onde corre mais sangue fora de mim do que dentro.
E eu não quero ficar no escuro,
Pois tenho medo de meus demônios.
E eu não quero morrer,
Antes de aprender a amar.
Você pode, caro leitor, impedir minha morte?