Os sussurros inaudíveis no quarto davam um ambiente interessante, descontraia os dois jovens da vergonha que tinham de olhar seus corpos despidos suavemente. O beijo passava de sua boca para os ombros, dos ombros abaixo, parando na coxa.
"Por favor...", o rapaz começou, a garota apenas entrelaçou suas pernas em volta do garoto, silenciando-o com os próprios lábios. Era um beijo apaixonado ou apenas o êxtase do momento, com a respiração tão próxima e ofegante? O beijo que iniciava na boca terminava no pescoço, descendo aos seios, onde corava ao ouvir o coração acelerado do outro lado. Seria, ele, adulto ou criança?
Os amigos apoiavam o casal, os adultos deixavam, o que poderia dar de errado? Se era amor ou desejo, ninguém sabia, porém não podiam mais parar. As mãos que se encontravam de vez em quando corriam pelos corpos, tirando o que restava da roupa.
As mãos param, a garota se vira uma ou duas vezes e cobre o rosto com o braço. Se o garoto não estiver apaixonado, com certeza babou no sorriso que ela mostrou e ardeu com o olhar que lhe foi entregue. No tempo que passam escondidos nos quartos, os amigos brincam e os adultos conversam, contudo, qual o sentimento que existia naquele quarto?
Poucas peças sobrando, tiradas afoitamente, seria agora ou nunca mais? Amor ou desejo, o que descobririam? Era o momento ou para sempre? Havia pureza no olhar ou apenas fogo incessante? O resultado parecia assustador, mas não era possível parar, não agora. De modo algum. Poderiam esconder, depois disso, os olhares indiscretos de quem sabe o que há por debaixo dos panos?
Se olhar, eram duas crianças. Definitivamente, não havia maturidade, ainda assim...
- Por favor... - O sussurro razo de um jovem que ganhava cafuné enquanto descansava a cabeça no peito da garota.
- O que? - Ela respondia, delicadamente, sorrindo com pequenos selinhos que recebia.
- Seja o meu amor, por favor.