Mostro-lhe a tese da persuasão, pelo transpor do nascer do sol e de tantas outras questões...
Acreditar que ele nasce onde deseja nascer é uma característica do humano que compreende a magia do imaginário, é um tanto quanto insano atribuir a tudo, essas “indefinições”, mas traz alento e estro para viver no território das mais férteis inquietações.
E quem me prova que ele não tenha sentimento? (o sol)
E quem me prova que não exista razão?
Que não pense sem a capacidade de expressão?
Quem me prova que a natureza, nada sente?
Posso, muito bem pensar que sente, mas prefere o silêncio.
Sofre em pranto, ao tormento, mas não busca na forma de expressão, seu alento.
Modelo de muitos de nós, humanos, que gozamos do poder de falar e optamos por calar.
O SOL NASCE ONDE QUER!
Nasce no mesmo local todo dia!
Nasce porque acha que onde nasce, tem mais valia,
Nasce lá pois acredita que é lá que mais irradia!
E que saltitem as explicações da ciência: dizer-lhe do entorno gravitacional, das forças cósmicas, luz, partículas, átomos, íons e até o poderio dos quarks. Pois eu, descaradamente, digo:
Prefiro a minha explicação, uma vez que melhor me faz o encanto da total incerteza, do que uma dose ilusionaria de uma correta, incerta, realidade, que talvez, não me identifique.
Portanto, o sol nasce onde quer nascer, onde sente que deva nascer.
... Não se mexeu ainda porque não quis, provando como é forte o poder do querer!
Penso que nós, meros humanos, não possuímos a capacidade suficiente para provar, sendo que minha visão de “provar” está relacionada, não a comprovação através de provas em um contexto lógico-humano, mas sim, de que estes fatores são mutáveis e errôneos, quando relacionados ao universo e tantas outras perspectivas. O humano é capacitado a enxergar a sua prova, mas isso não quer dizer que essa seja a prova correta, se é que me fiz compreensível e se é que exista prova correta. O que podemos, e o que fizemos, é acreditar que estejamos certos e persuadir que estejamos. Mas aviso, friso que nossas certezas são transitórias, errôneas e verossímeis.
Último recado: Atiçamos nossa imaginação, brincamos com as incertezas, pois o prazer da vida também não é prova de felicidade e nem tudo o que parece, pode ser verdade!
"A imaginação é mais importante que o conhecimento."
(Albert Einstein)