— É agora? — indaga-se mentalmente.
Sentado em sua cama, com pés no chão, coluna ereta e olhos vidrados na lâmpada vermelha, seu pensamento é um só: “quando ela se apagará para me dizer que a hora de meu enforcamento finalmente chegou?” Passaram-se dez ou quinze anos naquele quarto pequeno e fechado que seus músculos atrofiaram e fez seus corpo e mente quererem exclusivamente essa resposta. Para ele, não é mais hora de se preocupar com seus familiares e amigos, de bater a cabeça na parede e gritar desesperadamente; é hora de morrer. Suas pupilas dilataram. A luz se apagou. É agora.