Quando a colheita chegar,
Não restará mais clamor ou esperança.
Apenas uma carcaça velha e pútrida,
Devastando o sonho mais belo de uma criança.
Mas eles estarão ao meu lado,
Guiando, fluindo e cercando.
Afogando-me em seu alento,
Aquecendo-me em seu silêncio brando.
As sombras já não mentem
O último sopro fulgaz é iminente.
E meus demônios estarão comigo,
Sorrindo em meio ao pavor ardente.
O alcance nunca foi tão árduo,
Aproximando-se com o dançar das sombras.
E o medo já não corrói,
Apenas se mistura com o resto de suas sobras.
Anoiteceu e posso senti-los ao meu redor,
Trazendo-me a paz para que, enfim, voem.
Estou em casa agora?
Nós destruímos e eles constroem.