Desça do palco, tire sua máscara
Sua performance foi digna de aplausos
Mas sua plateia já se foi
E a pessoa que você vê no espelho
Segue a te encarar com sangue nos olhos
Ah, talvez você nem saiba quem é
O ser que aparece após o apagar das luzes
Quem sabe seu lindo personagem tenha a matado
No primeiro ato de uma impecável atuação
As lágrimas que escorrem em seu rosto
São puro colírio colocado em sua pele sintética
E os falsos sentimentos que estampa
Nem parecem de um fantoche sem coração
Mas nesse roteiro, que insiste em seguir
Verá seu fim mortal
Em seu próprio espetáculo de mentiras
Sob mais aplausos de um grande público
Sozinha e solitária
Nos holofotes que tanto amou!