Há um bordel erguido em minha mente
Ele está em chamas e é banhado a gritos
Garotos fumam e bebem por um mango
Ele está falindo e caindo
Nós beijamos e dançamos por um mango
E do lado mais insano,
Aonde os demônios comandam
Eles dançam e bebem e cantam
Por vergonha
Do lado mais escuro
Aonde as sombras se encontram
Eles gritam e expulsam as crianças
Enquanto os cafetões esbanjam
Novamente
As luzes bem apagadas
E os cheiros bem misturados
E os berros bem sincronizados
E as dançarinas, sempre mal pagas
Eu sou dona do caos,
Primordialmente
Oh, eu danei com tudo
Coincidentemente
Bem no dia em que eu
Abriria minhas portas...
Eu sou apenas cinzas
Eu sou minha pior derrota
Eu sou esse bordel falido
Eu sou a mais mal feita anedota;
Eu sou essa gente toda
Eu sou o cheiro de naftalina
Eu sou a metanfetamina
Que faz tremer minha própria retina
Eu sou esse complexo
Eu sou a pior cafetina
Há um bordel em minha mente
entre e sente;
Eu sou a dona, inconveniente
que o vem falindo consecutivamente,
E, não me procure
pois de certo estarei integralmente
ausente.