Você me petrifica
Com esses seus olhos escuros
Você faz minhas coxas arderem
Meus pensamentos se tornarem imundos
Você me faz ter medo
Te nunca parar de escrever sobre você
De nunca parar de reparar
Em como seus lábios de contraem
Antes de você falar
Em como seu corpo se move
Como árvores esguias e milenares
Como seu cabelo se trança
Como seus pés param
Como seus dedos se torcem
Como suas palavras inflamam
Me inflamam
Me deixam a mercê da sorte
a mercê do tempo
a mercê das imagens
e das mensagens de texto
me deixam entorpecida
no meio da noite
desejando te ter
deitado em meu peito
desejando ter seu cheiro
eternamente sujando meus lençóis
me deixa dormindo
um cansaço excitante
um perigo evidente
um querer incessante
Você me hipnotiza, menino
Você será minha morte?
Ou meu recomeço?