O moço que te falas,
Que há tempos deseja teu afeto,
É agora um louco ao espelho.
Pergunta incessantemente à réplica
Onde está o cérebro meu?!
O coração eloquente que o comandas
Jura veemente que tudo passa bem,
Falsário! As emoções que tanto cultivas
Destroem, agora, quaisquer entedimento sobre a vida,
O corpo dormente enquanto o coração palpita loucamente,
Aos poucos, o sangue esquenta em suas artérias
Avançando sobre o corpo.
Quando se dá conta,
O espelho aparenta diferente.
Esquece do cérebro nesses momentos,
O moço prefere ser amado
A morrer com esse artefato que o questiona,
Se há real sentido o sofrimento por quaisquer donzelas,
Sábios, os sentidos respondem:
Jamais por quaisquer,
Apenas aquela que de longe,
Embriaga teu olfato no sonhar,
Aquela que sente os arrepios do toque macio,
Aquela que no mais tardar da noite
Estará contigo para o amanhecer do dia.
Não estará o dia todo, mas será de todos os dias,
Tua alegria.