Só de te olhar.
Tua silhueta contra a luz da janela.
Tua roupa translúcida.
Teu aroma invade-me.
Teus olhos.
Me olham.
Escondido, observo.
Recito poemas proibidos.
Sinto teu forte libído.
Aproximo-me.
Te toco.
Contra vontade.
Começo.
Depeço-me das vestimentas.
As tuas um tanto ritualísticas.
Consumo-te entre as pernas.
Invado-te sem permissão.
Sou como ladrão.
Roubo-te, quebro-te, possuo-te.
Te tenho aqui, em mim, agora.
Nas minhas mãos.
Está fresco.
Quente.
Nossos corpos.
Nús.
Colados.
Grudados.
Melados.
Minha respiração, audível.
Em teu pescoço, minhas mãos.
Tua respiração, inútil.