Quando menos eu esperava, você chegou. Foi de um modo tão... Estranho. Não sei, eu não consigo explicar. Apenas recordo-me de quando estávamos jogando League Of Legends – com direito a ligação no Skype – e, do nada, eu te chamei para irmos àquele festival de rock que estava tendo na cidade. Qual o nome mesmo? Ah, é, Rock Fest.
Não era um show do Sepultura (e já me desculpo agora por não ter ido contigo, quando vieram aqui na cidade, no nosso primeiro mês de namoro), a banda brasileira que você mais adora, porém, até que foi legal. Não por conta das “atrações”, mas sim por sua causa.
Foi ao lado do conjunto esportivo que montaram o palco. Poucas pessoas foram, claro. Afinal, quem é que curte rock em uma cidade do interior de São Paulo onde os Rodeios são a principal atração? Mas, não ficamos totalmente no meio do povo. Na real, quando cheguei, e você estava lá com seu amigo que te deixou lá, você apenas me chamou para darmos uma volta pelo conjunto. Jogar conversa fora.
Mais tarde, você me falaria que queria ter me puxado para um canto e me beijado naquele dia – coisa que eu também queria, claro, mas ambos tínhamos certo receio em quebrarmos a cara. Como fomos tolos, não? Além disso, me diria que a partir daquele dia, começara a escutar uma de minhas bandas favoritas, apenas por estar usando uma camiseta deles.
Ah, ora, vamos. Arctic Monkeys é muito legal.
Aquele dia foi oficialmente nosso primeiro encontro. Apesar de morarmos na mesma cidade, nunca havíamos nos visto antes. E, acredite, quando eu te vi, senti algo em mim que até hoje, sete meses depois, eu não consigo explicar o que é.
Apenas sei que... Fomos a salvação um para o outro. E eu sempre irei te salvar, do que for necessário.