Minha alma foi levada para longe do meu corpo
Ela foi tirada de mim
Ela apanhou, ela foi machucada
Minha alma velha,
Que nem se lembra mais de como era
Prefere se manter assim bem calada
Silenciosa, acorrentada...
Ó, minha alma, por que andas tão cansada?
De que lembranças se recorda agora?
Pra que lado você pensa em fugir?
Pra quais cantos você quer correr?
Sem temer, venha...
Não é sua hora,
Volte para dentro do meu corpo
Que eu preciso nascer de novo
Venha ver uma nova aurora
Sei que a casa é desconfortável
Mas é aqui o seu lugar
Volte a me aquecer
A me fazer viver
Basta de parar o vento
Basta de contar as horas
Apenas viva,
Ouça a voz que te implora:
- Limpe suas lentes foscas
Volte a ver vida nas árvores
Volte a ouvir os sons do vento
Volte a ter algum contentamento
Ó alma, alma minha,
A vida não é só seus inventos,
Não é só uns tempos,
A vida é o nosso agora,
Volte para casa,
Pois a poetiza,
Com a mente vazia,
Ainda te aguarda.