Abri a janela, apoiei a espingarda e atirei na cabeça da moça. Será que ela queria me vender bíblias? Sei não, sei não. De repente, queria uma xícara de açúcar emprestada. Vai saber. Semana passada, aquele moço parecia querer algo de mim. Um abraço? Um cigarro? Um galo? Não tenho ideia. No começo do mês, aquelas crianças vieram vestidas de múmias e bruxas. Será que foram enviadas pelo capeta para me buscar? Elas pretendiam me esquartejar e colocar meus pedaços naqueles cestos que portavam em suas mãos?
Nunca vou saber, infelizmente. Na próxima oportunidade, seria melhor perguntar antes de atirar.