Amor masoquista
Geovanna Almeida
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 02/03/16 13:08
Editado: 04/03/16 10:55
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 12min a 16min
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Palavras: 1962
Não recomendado para menores de dezoito anos
Notas de Cabeçalho

Isso saiu da minha mente perturbada em uma tarde sem internet .-.

Nem acredito que escrevi mesmo isso >.<

+Texto postado também no social spirit, na minha conta onde uso esse mesmo nick.

Capítulo Único Amor masoquista

Transo diariamente com dezenas de garotos. Ruivos, morenos, loiros, isso não importa. Ativo ou passivo também não. Isso pode soar lascivo, mas foi à forma que encontrei de te substituir por alguns minutos.

Enquanto fodo ou sou fodido é seu rosto que me vem à mente, em quanto gozo, seja fora ou dentro de alguém, é o seu nome que quase sai dos meus lábios.

Entre uma transa e outra mal falo com meu companheiro, mesmo que me peça que eu o foda mais uma vez eu faço só se tiver ido com a cara dele.

Tudo que sei fazer aprendi com você nas nossas longas noites de sexo ardente. Você me ensinou a usar a língua, a estocar com voracidade, a beijar com desejo...

Achei que seria para sempre, que nada poderia nós separar, mas a vida é mais amarga do que o gosto de porra.

— Você é mesmo muito bonito — comentou o garoto da vez. — Sabe, eu estou querendo isso há muito tempo.

Sim, eu era bonito e sabia disso. Meu cabelo loiro nunca ficava desarrumado, meus olhos eram azuis, eu tinha um corpo definido de nadador alem de ser muito bem dotado.

— Você e todos os enrustidos daquela faculdade — respondi com frieza. — E então, você é virgem?

Ele balançou a cabeça em sinal negativo. O garoto não era de se jogar fora, cabelo ruivo, pele branca, olhos verdes e barriga definida. Não chegava a os seus pés, mas era bem melhor do que os últimos que eu tinha pego.

Ele estudava em uma faculdade particular que ficava ali perto. Era incrível o número de playboys dispostos a gastar o dinheiro do papai com transa. A maioria deles nunca tinha se revelado gay e chegava buscando um alivio, cansados de se fingirem de heteros.

O joguei na cama com brutalidade, ele não reclamou e arranhou minhas costas já despidas.

Minha regra era sem beijos na boca, mas qualquer outro canto estava valendo.

Desci mordidas e chupões pelo pescoço e peito dele deixando marcas roxas, minhas mãos seguravam os pulsos dele impedindo seus movimentos. Não importava se eu ia fuder ou ser fudido sempre ficava no comando e sempre fazia do meu jeito, se queriam uma noite comigo teriam que aguentar algumas marcas.

Ele se remexeu em baixo de mim, gemia igual uma garota virgem e tentava desesperadamente se soltar para me tocar. Apertei seus pulsos com mais força o fazendo arfar de dor. Comecei a lamber os mamilos dele, revezando entre um e outro às vezes mordendo de leve outras vezes com força. Estávamos sem roupa e nossos membros estavam colados, rebolei em quanto sugava os mamilos. Ele começou a gemer bem mais alto.

A parti dali iria precisar das minhas mãos, precisaria pendre-lo de outra forma. Peguei o cinto da minha calça e amarrei as mãos dele. Isso não é um fetiche, eu apenas não gosto que ninguém alem de você me toque.

— Sabe usar a boca? — ergui o queixo do garoto e dei um sorriso pervertido.

— Nunca tentei...

— Fique de joelhos na cama.

Ele obedeceu. Fiquei em pé na cama com meu membro a altura da boca dele. O garoto me encarou assustado, eu dei outro sorriso pervertido e empurrei a cabeça de contra meu membro.

Ele não mentiu sobre ser inexperiente. Às vezes seus dentes batiam o que resultada em um potente tapa naquela pele branca.

— De novo? Já falei para tomar cuidado com os dentes!

O Segurei pleo cabelo e comecei a movimentar a cabeça dele para frente para trás. Tombei a cabeça para trás e comecei a gemer. Quando eu o controlava ele parecia se sair melhor e chupar com mais gosto.

Lembro que já fui assim, preso em você eu fazia tudo que seus desejos pedissem, controlado por você atingia altos níveis de prazer. Nunca vou esquecer a sensação da sua mão me espancando deixando minha pele avermelhada, logo depois você me fodia com luxuria puxando meu cabelo. Ah aqueles eram dias bons.

As lembranças das nossas noites me fizeram gozar. Mantive a boca dele no meu pau ate que limpasse tudo. Quando o deixei se afastar ele cuspiu no chão, deve ter odiado o gosto.

— Muito bem, o que você quer agora? — perguntei.

— Achei que não deixava seus clientes escolherem.

— Você pagou por uma transa, quer ser fudido ou me fuder?

Para minha surpresa ele escolheu a segunda opção. Não que eu ache ruim, para mim tanto faz a posição. Nem ao menos marcava o tempo do programa, só queria transar.

Voltei a deitá-lo na cama, ele ainda passava a língua nos lábios como se dissesse que queria água para tirar aquele gosto ruim da boca.

Acariciei seu membro com luxúria, subindo e descendo em quanto apertava devagar, senti o líquido de pré gozo começar a escorrer e seu pau pulsar em meus dedos. Estava na hora.

Ele cravou as unhas no colchão e mordeu os lábios no momento que montei sobre ele. Coloquei minhas mãos no abdômen definido do garoto e comecei a rebolar. Ele não era tão bem dotado como você, mas dava para brincar.

Com você aquilo era tão diferente, nunca me deixaria ficar por cima, era apenas de quatro com minha bunda ardendo devido as suas palmadas, suas estocadas sempre eram fortes e sem piedade com pequenas pausas para me dar novo tapa que fazia todo meu corpo vibrar. Se eu gozasse muito rápido você saia de dentro de mim e me batia varias vezes para me castigar. Sua mão pesada descia varias vezes sem controlar a força, quando eu já estava delirando de dor voltava a me fuder com velocidade e continuava ate que ficasse satisfeito. Aquilo se repetia varias vezes na mesma noite. Acho que meu amor por você é igual a mim, masoquista.

Mais uma vez gozei com as lembranças das nossas noites. Quando aumentei minha velocidade o garoto logo gozou também soltando um estridente grito. Levantei-me da cama e retirei o cinto que prendia as mãos dele revelando marcas vermelhas, ele respirava de maneira ofegante.

— Alguma chance de fazermos de novo? — perguntou o rapaz.

Olhei para o corpo dele, os pulsos vermelhos por causa da corda, o pescoço e o tórax todo marcado.

— Qual o problema de vocês? — perguntei. — Eu os machuco vocês, bato em vocês, mas vocês sempre voltam!

— Vocês?

— Estou falando dos meus clientes em geral. Eu cobro mais por uma segunda vez.

— Eu pago o triplo se você me fuder como quiser sem ouvir meus pedidos.

— Está querendo um ativo violento?

— Algo do tipo.

Eu devia saber que aquele rapaz não passava de um passivo masoquista como a maioria de meus clientes.

Pedi o dinheiro adiantado. Assim que peguei o dinheiro voltei a amarrar as mãos dele, dessa vez nas costas, e o virei de bruços.

A pele de era muito branca, o primeiro tapa já deixou a marca avermelhada dos meus dedos. No segundo ele escondeu o rosto no travesseiro abafando um grito.

— Pare com isso! — pediu com uma voz chorosa.

Respondi com uma serie de tapas rápidos e fortes. Cada palmada que eu dava podia sentir a pele dele esquentar e ouvir os gritos aumentarem.

— Por que está fazendo isso?

— Eu disse que seria violento — dei uma nova palmada. — Se quiser eu paro, mas não tem reembolso.

— Está gostoso — sussurrou ele. — Estou me sentido horrível por achar isso bom.

Senti vontade de rir, em vez disso o posicionei com a bunda empinada. A mesma estava muito vermelha e quente, mas ainda não era o suficiente.

Quando estava com você nunca era o ativo, mas aprendi muito te observando. Nunca chegarei a seus pés, mas sei bater sem machucar de verdade.

Peguei um dos meus cintos de couro e estalei na bunda do garoto. Ele gritou e voltou a deitar na cama.

— Levanta — mandei batendo de novo o cinto. — Acho melhor me obedecer...

Ainda foi preciso que eu batesse cinco vezes para que ele levanta-se novamente o quadril. Podia ate estar gritando e fazendo manha, mas o rapaz estava adorando ser espancado, a prova disso foi que ele gozou antes que eu penetrasse.

O deitei de bruços no meu colo e, sem delicadeza nenhuma, coloquei dois dedos na entrada de entrada dele. Movi os dedos em círculos alargando a entrada - ele disse que já tinha perdido a virgindade, mas não parecia -, cada espasmo que ele tinha devido à dor ou ao prazer era recompensado por um forte tapa. Logo ele aprendeu a ficar quieto.

Quando consegui colocar três dedos sem resistência passei para a próxima fase. Peguei um vibrador em baixo da minha cama. Era pequeno comparado com meus dotes, mas sempre servia.

Deitei o rapaz na cama ainda de bruços. Incrível como o vibrador entrou fácil e ele nem gritou muito alto. Liguei o aparelho usando um controle remoto e o deixei fazendo seu trabalho.

— O que você colocou em mim?

— Um pequeno castigo por ter mentido — coloquei o aparelho no máximo e me afastei da cama. — Você chegou aqui virgem.

Sentei-me na poltrona ao lado se cama e fiquei olhando ele se contorcer. Aquilo me animou, quando vi estava batendo uma com a mão livre. Vê-lo naquele estado me lembrou de eu como eu ficava antes de você me penetrar, aquele vibrador dentro de mim ativando cada pedaço impuro do meu ser em quanto você não parava de me bater, às vezes me deixava horas com aquilo. Observava-me gozar dezenas de vezes ate que não saísse mais nada, após cada gozada você me dava uma surra. Dizia que era um castigo por gozar usando um pau que não era o seu. Chicotes, cintos, chinelas... Seu arsenal era vasto e eu passava por ele toda noite.

Ouvir o garoto gemer alto, percebi que ele tinha gozado. Apertei o botão de ligar e desligar varias vezes, ele se contorcia e implorava por mais, implorava que eu parasse com aquilo e que o fudesse. Pensei em terminar logo com aquilo, mas a punheta estava ótima. Apenas coloquei de novo o vibrador no máximo e continuei.

Pensei naquela noite pouco antes de você me trocar. Não lembro por que tinha te irritado, mas você me deixou a noite toda com o vibrador ligado e as mãos amarradas. De duas em duas horas vinha me espancar com algo diferente, sempre repetindo que era meu castigo por ter lhe desobedecido. Não sei como não desmaiei. Na manha seguinte eu estava cheirando a suor e porra, minha bunda doía e meus braços também, mesmo assim você tirou o vibrador e me fudeu.

Me fudeu de quatro jeitos diferentes ate à hora do almoço, parecia que nunca ficava satisfeito. Quando acabou colocou o vibrador desligado em mim e, usando um controle remoto, o ligou várias vezes durante o dia. Não sei por que gostava dessas coisas, só sei que gostava.

Percebi que estava perto de gozar. Parei o que estava fazendo e fui ate o garoto. Tirei o vibrador o fazendo gemer frustrado.

— Relaxe, colocarei algo maior dentro de você.

O virei de frente e levantei suas pernas. O penetrei com apenas uma estocada, ele gemeu de prazer, o vibrador o fez se acostumar com o volume então não sentia dor.

Gozamos bem rápido, questão de três ou cinco minutos. Meia hora depois eu estava sozinho de novo no quarto.

A vida de garoto de programa não era ruim, o dinheiro era bom e eu podia transar o dia todo, mas ainda faltava você.

Você me trocou por aquela vadia. Foi viver sua vida ao perceber que não precisa de concubina para ser rei, teve ate um filho.

Comprei um apartamento perto do seu trabalho, te vejo passar todas as manhas e sair todas as noites.

Sei que devia te esquecer, mas você me domou bem demais, me tornei um louco apaixonado preso em um amor masoquista.

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Apreciadores (4)
Comentários (1)
Postado 02/03/16 15:50

Boa narração e o modo como desenvolveu os sentimentos amargurados do rapaz foram bem intensos. Arrisco dizer que foram tão intensos quanto o estilo de sexo que ele gosta hahaha

Só gostaria de recomendar que revisasse o texto. Alguns acentos faltando, palavras desordenadas e outros pequenos detalhes incomodam a fluidez da leitura.

Mas não é nada que realmente faça diferença.

Muito bom!