Ela alinhava no céu
apontando com seus finos dedos
me dizia o nome, tipo e idade
de cada estrela.
A cada semana
me redescobria
entre a sua lente
multicolorida.
Certas vezes me aparecia
com o cabelo azul,
por algum motivo,
parecia deprimida.
Outras, era rosa,
vermelho,
pegava fogo
e me incendiava.
Sentávamos na mesma sombra
(embora seja noite)
ela contava e repetia
e eu apenas conseguia pensar
"minha alma gêmea
é colorida."
Eu brinquei:
aquela é sua constelação.
Por quê?!
Ela respondeu.
Tem a cor da sua alma
em cada estrela
composta de anãs brancas,
gigantes azuis
e vermelhas.
Desenharei nas suas pintinhas
marquei-as
com a constelação
do meu carinho
por sua existência.