Capão
LAVENDER
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 16/01/17 20:46
Gênero(s): Cotidiano
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 2
Comentários: 2
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Usuários que Visualizaram: 7
Palavras: 245
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Antes de as palavras saírem, e no meio delas saindo, tenho e sei que preciso ter o compromisso de avisai vós que o texto a seguir será feito e estruturado de acordo às experiências que tive nos últimos dias nos quais eu estive na praia, com os pés afundados no mar salgado, preenchendo os espaços vagos dos dedos com os grãos úmidos da areia e algumas tatuíras.

Capítulo Único Capão

Capão e o seu aroma. Os vidros de todas as janelas de Capão, de prédios e casas, estavam constantemente sendo atingidos e perdendo a sua nitidez pelos velozes pingos da chuva da noite. Este, frio, temporal percorreu junto aos seus trovões e clarões todo o escuro dos céus do litoral e ocorreu em muitas cidades praianas do Rio Grande Do Sul, isto é, locais do litoral, como: Capão Da Canoa, Tramandaí, Torres, Xangri-lá e Atlântida e muitas outras.

Dentro de um condomínio perto da entrada de Capão, com os rostos molhados e amarelados pelo poste falho que piscava aos seus lados, amigos se despediam no meio da rua, debaixo da chuvarada, com um aperto de mão elaborado por um deles e pedalavam para lados contrários uns dos outros, cada um em direção a sua casa, algumas vizinhas e outras não. Já longe, todos olharam para trás para verem os outros passarem por poças amedrontadoras com suas bicicletas pela última vez naquela noitada, para logo chegarem em casa, beberem água e dormirem nas suas camas sem cobertores, apenas cobertos pela brisa gelada que vinha de fora da janela, de fora na chuva. Eles não queriam se esquecer daquele vento quando crescessem, dos amigos nem do cheiro de Capão.

Os amigos, deitados longe, mas tão pertos, lembraram do dia que passara e torciam para que o de amanhã fosse melhor ainda, porém que não chovesse, porque assim eles conseguiriam ouvir o mar dos seus quartos à noite.

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Postado 17/01/17 00:29

Ouvir o mar e o canto das corujas, hehehe.

Que paixão por Capão, hein? Hehehe. Mas também pudera! Cercado de grandes pessoas, com certeza o local se torna ainda mais encantador.

Gostei do texto, da homenagem à cidade e da bela amizade retratada =D. É um texto feliz =D

Parabéns por essa obra de muita qualidade e muito prazerosa de se ler!

Postado 25/11/17 04:59

Ah, os amigos... Mesmo um ser miserável como eu possuo alguns. E a companhia daqueles desgraçados em todo tipo de ocasião (nas boa e principalmente nas piores) é que faz a vida ser mais tolerável.

Não há muito mais a ser dito, não é mesmo? Afinal, o texto já diz tudo com exatidão e profundidade suficiente para que até mesmo um coração necrosado e uma alma perdida sejam alcançados. A mensagem é clara. O deleite e a parabenização, também

Atenciosamente,

Um ser que conseguiu imaginar-se em Capão com o restante dos malditos, Diablair.

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