Lembra do Marcos?
Romão de Fonseca
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 07/12/16 05:29
Editado: 07/12/16 05:30
Gênero(s): Comédia Cotidiano
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 4
Comentários: 1
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Palavras: 587
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Cuidado, não tem nada demais aqui. Se o texto não vale, a música tem de valer.

Sugestão para leitura: https://www.youtube.com/watch?v=A3_DhtQkcLc Porque essa música é engraçada. Se nenhum dos dois valer, desculpem.

Capítulo Único Lembra do Marcos?

O sexo começava às 22:00 e terminava às 3:00 da manhã porque ele tinha aula às 7. A vida era boa, sem compromisso real fora a escola... O Marcos era um menino de 17 e a Elizandra tinha 18, eles se amavam, muito mesmo. Quem via, tinha inveja do amor dos dois.

Não demorou muito, para que a família de Marcos começasse a reclamar dele, pois cada vez mais o garoto ficava preso, trancado com ela, não queria sair por nada. E o papo dos dois era aquele romântico-cafona de quem estava muito apaixonado. Eles estão com inveja, pois, não viveram nada disso - pensava o Marcos.

_Oi amor, eu tava com saudade

_Mô, eu também

_A gente vai continuar aquilo??

_Vamo, amô.

_Que ótimo!! Vou me preparar, fica aqui que eu já volto, tá?

_Tá bom!

E lá ia o Marcos, todo jeitoso se aprontar para a Elizandra, sua amada. Era cousa doida os dois. Onde ele estivesse, ela estava com ele. A professora de inglês do Marcos tinha de brigar com eles o tempo todo, afinal os dois não se largavam!

_Amor, assim não...

_Porque não? Te machuca??

_Sim, para, por favor.

_Ok, desculpa, amor.

Uma vez, a mãe do Marcos olhou para ele e perguntou o que ele estava fazendo, mandou ele estudar junto da pergunta e o xingou de qualquer coisa. A vida do garoto começava a virar um transtorno. A ideia de fugir para a Elizandra crescia na cabeça do moleque.

_Oi, amor.

_Oi, querido.

_Estava pensando e se eu fugisse?

_Hmmmmm, tu me ama até esse ponto?

_Assim tu me deixa bravo...

_Você vem até aqui???

_Essa era a ideia.

Não passou muito tempo para o garoto fugir. A família dele, de novo, o atacava. Só que dessa vez, o Marcos não estava lá para ouvi-los, um alívio muito grande - porque ele sabia que iriam fofocar.

_Amor, cadê você?

_Oi, tô te esperando e você?

_Tô aqui na sua porta, vai deixar eu entrar?

_Claro que sim, já vou aí abrir.

Cof. Cof. Cof. _Que merda, man, engasguei com a poeira, mas aí, tu tá achando massa?

_E aí? O quê aconteceu? Me fala, Vitor, porra! Continua a história.

E então, passado alguns dias, a família de Marcos foi procurar ele... Os dias passados? 3 dias. O moleque tava doido, não desgrudava do celular e só falava de Elizandra, o Marcos era um rapaz bom, mas não tinha muitos amigos e nunca teve namorada. Achou a Elizandra há uns seis meses e no início, os pais dele acharam que era coisa de adolescente.

_Tá, mas e aí? O que aconteceu?

Daí, que o guri tinha dinheiro guardado, pegou um avião e se tocou para Cuiabá. Chegou lá em Cuiabá, na frente da casa da Elizandra e chuta?

_O quê, rapaz???????????!!!!

Não existia Elizandra! Nunca existiu Elizandra! O rapaz ficava com o celular para baixo e para cima! Nem a web-cam ligava para confirmar, nem ligar para a garota ele ligava, é mole? Ele até tentou, mas ela inventou que o celular não recebia ligação e o Marcos engoliu essa. Eles transavam via whatsapp. A foto da garota era de uma modelo neerlandesa. E o rapaz não percebeu que a buceta que a menina mandava para ele mudava a cada foto. Seis meses, Mathias, SEIS MESES!!!

_Marcos, amor, desculpa, preciso sair.

_Elizandra????? Cadê você???? Tô aqui na tua porta!!!!!

Desde então, o Marcos não usa celular. Mas ele ainda tem esperanças de que ela apareça e aconteça tudo de novo.

Coitado do Marcos...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Obrigado.

Apreciadores (4)
Comentários (1)
Postado 18/12/16 14:57

veríssimo polifônico