Não é a morte que me amedronta,
É o sofrimento, a solidão,
Isso existe em vida,
Habitam no meu coração.
Eu crio a minha própria escuridão
E dela sou escravo, ela me destaca.
É uma rosa com seus cravos,
Sacia-se do meu sangue.
Sou o louco que de mim judia.
Minhas ações não fazem sentido,
Porém meu corpo clama,
Caso contrário, sou virtualmente ferido.
Eu sou meu pior inimigo,
Não gosto da minha companhia,
Do silêncio que grita
E nem do barulho fútil ao meu redor.
O desânimo me contamina
Pela marca do abandono.
O que é tão forte e audacioso,
Mas por dentro não tem um sonho?
Irônico o destino é,
Ou minha mente o faz.
Sou meu cativo
E meu capataz.