Não obstante!
Romão de Fonseca
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 08/11/16 21:00
Gênero(s): Drama Mistério
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
Apreciadores: 2
Comentários: 1
Total de Visualizações: 838
Usuários que Visualizaram: 10
Palavras: 369
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Leia a sinopse.

Capítulo Único Não obstante!

- Pelos deuses! O que fiz para merecer tal punição!? Por que eles simplesmente deixam de me amar?

Trancada em seu quarto, Lana, esperniçava-se com seu urso de pelúcia, único amigo e o qual ela não nomeara, pois, tinha medo de perdê-lo. A vida de Lana era normal, escola de meninas, casa, livros e desejos, como toda colega de sua classe - com direito à uma ou duas visitas ao parque do centro da cidade, sempre na noite quando não houvesse ninguém por perto.

Os pais de Lana - sem a necessidade de um nome - criavam-na como todo e qualquer mães. Iam ao trabalho, voltavam felizes juntos quando possível, se entristeciam grudadas quando possível. Eram pessoas normais como qualquer p-ães de família tradicional.

- Estou cansada, já tenho "XX" anos e não consigo ninguém para casar. Mamãe, papai! Mãpãe! Me ajude, por favor!

- O quê foi, filha?

- Eles param sempre ao me olhar.

- Querida, houve uma época em que eles tratavam-nos como lixos, algo qualquer, um objeto, desses que você descarta a qualquer momento. Em épocas de necessidade eles faziam o terrível, nos humilhavam e até estupravam. Mas isso foi há muito tempo e a natureza concebeu a nós, o poder de gerir - nós evoluímos.

- Mas não quero evoluir! Eu quero eles, eles são tão, são tão... Pãpãe, me ajude! Eu quero eles.

- Filha, um dia você vai crescer e entender. Um dia seu trabalho vai se relacionar diretamente com eles que também evoluíram mas tardiamente. Em um dado momento você vai fazer deles, a energia que gera luz para tudo, pois, eles mostraram-se ótimas fontes.

- Mamãe, já contabilizei 1.450.345 na minha janela. E todos estão estáticos, tristes, com caras feias! Muito diferentes de que quando eu cantava para eles!

- Ok, Lana, já é hora de dormir. Chega de reclamar e esqueça-os, deixe que fiquem na História.

- Ok, pai, mano, irmã, irmão, tia, tio, bisa...

A família de Lana, normal que era, usava de seres antigos, que em uma época remota dominaram o Mundo. Eles perseguiam suas vozes, seus olhares e se transformavam em energia, quanto mais conseguissem, mais ganhavam e mais energia tinham.

Lana já em fase de puberdade demonstrava seus talentos... E as pães dela contabilizavam 3.141.592.653,59. E Lana foi dormir.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Obrigado.

Apreciadores (2)
Comentários (1)
Postado 12/11/16 00:11

Dadaísmo pouco é bobagem.

(Se não era isso, deculpe-me, jamais conseguirei ler essas tuas palavras de uma outra forma. De qualquer maneira... interessante. Parabéns.)

Postado 12/11/16 10:36

O cérebro de um absurdista é dado como dadaista - ao menos na essência.

Obrigado