Nem te falo moça,
Mas apaixonei-me por ti.
Esses teus olhos escuros,
Que como por empuxo
Contradizem a gravidade,
Atraem a mim até mais que o planeta aos nossos pés,
Não te minto, já sonhei com nosso noivado,
Casamento, filhos, casa e terraço.
Possivelmente te pareço meio apressado,
É um pouco provinda da imaginação,
E, a maioria, da falta tua.
Perco-me por esse mundo,
Dentro de todo esse ar atmosférico,
Meus pensamentos flutuam como em perfeito vácuo,
Livre de atrito, viajo astronomicamente, constante,
Intermitente, sem atrasos
Ou rotas para ser desviado de.
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Os raios luminosos, solares, de luz branca
Atingem meu rosto fortemente,
Meus olhos são fatigados pela luminosidade,
Antes perdidos no vão.
Desperto agora.
Outro sonho,
Que o sono perde para o ônibus,
Mais uma parada que se passou,
Desço na próxima como sem falta,
Sonhar acordado não me permite chegar me casa...
Ou acordo de vez
Ou ando por mais tantos outros metros,
Que por acaso, acabei de percorrer.
De qualquer modo, o que me sobrou da viagem é o tempo,
Talvez fitar em um algo mais não venha a fazer mal,
De todo mal que pudesse ser feito,
O sol já fez em me despertar.
Uma casa outra para residir,
Uma família para integrar,
Uma vida outra qualquer.
Só para poder sorrir .