Eu estava com saudades das suas drabbles, Pandizza. Perdoa eu por não ler tanto quanto deveria :c
Mas sinceramente? É de uma reflexão impressionante, e faço das palavras da Joylícia as minhas: acho legal que a mensagem tenha esse meio para se adaptar aos sentimentos de quem lê. Há, de fato, várias maneiras de se interpretar, mas a primeira coisa que me veio à mente - e a mais dolorosa também - foi de abandono. O abandono do lar.
Não há nada que remeta a uma única ideia, ao que aconteceu de fato, a única coisa que se sabe é que o nosso protagonista não deve olhar para trás, e seja o que for que o acompanhava antes, já não estará a sua espera. Poderia ser os pais, não? Por x motivos alguém decide sair de casa, contrariando o desejo daqueles que o acolheram sempre, e dessa aventura, desse desejo de querer voar uma coisa é certa: ele passará por isso sozinho.
Mas também podemos refletir de um modo geral, mais especificamente, de um acontecimento. Oras, a cada decisão tomada temos algo que deixaremos para trás, correto? Se decidimos sair de um emprego para nos aventurar em outro, deixamos o primeiro em questão no passado, dessa forma, muito pouco provável ele estará esperando por nós. A vida é assim, pois não? E isso pode ser relacionado a qualquer situação, a qualquer decisão.
Porque a vida é feita de escolher, e nem sempre as decisões que tomamos é correta. Todavia, certo ou errado, a mesma coisa vale: não devemos olhar para trás, se de fato essa foi a nossa decisão. Pois, uma das consequências de se escolher uma decisão, é o inimaginável, o inevitável... O enigma.
A escuridão da qual não sabemos quando encontraremos a luz.
Ótima drabble, Pandizza ♡