Os corpos suados faziam barulho a cada vez que se chocavam. Cada vez mais forte. Cada vez mais violento. Cada vez mais animal.
Mordaças, algemas, chicotes, brinquedos. Tudo que pudesse imaginar para apimentar ainda mais o momento. Nenhum gemido era reprimido. A cama fazia barulhos intensos, enquanto nós fazíamos a dança do acasalamento.
A cada toque um novo som; uma nova sensação, mas não era o suficiente. Eu queria que ele fosse ainda mais fundo.
Estávamos embargados em luxúria, insanidade e prazer. Naquele momento não havia medo, culpa ou insegurança. Era apenas amor, o puro e não tão inocente amor.