Não nos conhecemos em nenhuma data especial, ela é especial apenas conosco, com toda a certeza não era uma data de azar, talvez de sorte, mas isso não vem ao caso agora.
O que eu quero dizer, é que, não havia motivo para as coisas ficarem como estão neste momento, não que eu ache que tenha sido culpa sua, mas se você tivesse evitado alguns hábitos, quem sabe.
Como por exemplo, quando você abriu o guarda-chuva dentro da sala, dizem que quando você abre um desses em uma situação parecida, o seu parceiro morre. Bem, eu estou viva.
Acho que faz mais sentido se tiver sido culpa minha, por te aproximar tanto de demônios infiltrados no segundo andar escuro da minha casa, que você tinha medo, mesmo que não houvesse nada no local. Talvez eu devesse ter te afagado e abraçado mais depois de te levar nesses lugares, mas agora não é como se existisse algo para ser modificado.
Apesar de cócegas na palma da mão significarem que o dinheiro está vindo, você gostava quando eu acariciava a sua mão, talvez fosse sua maneira de atrair o dinheiro, ou talvez a maneira de pedir carinho. Eu deveria ter feito cafuné.
Não se pode casar duas irmãs no mesmo dia pois isso trás azar, bem, que pena, pois nós nunca casamos. Bem que eu gostaria.
As músicas podem não ter nenhum significado, mas agora todas elas são tão tristes, enquanto eu estou neste quarto vazio e escuro, solitário.
Os demônios não aparecem para mim, quem sabe seu fantasma fosse melhor, nesses momentos.
Eu não ligo se quebrar o espelho, se o mundo vai desabar ou despedaçar, quem é que vai sofrer pelos meus atos, mas bem que o escolhido pelo grande martelo da doença podia ter sido eu.
A brincadeira dizia que era eu quem devia ter morrido, e não eu ter visto você lentamente se esvaziar na cama de um hospital.
Quem sabe, essa seja a minha morte.