"O bom filho a casa torna", esse é um velho ditado que ouvi de meu sensei quando tinha meus dezenove anos, um pouco antes de eu abandonar o dojo. Nunca pude comprovar se isso é verdade. Mas há outro que ele dizia com mais frequência: " Na guerra é pior", esse...eu pude sentir na pele.
Faz muitos anos que estamos em guerra contra o império libertador de Britânia. Um partido que ascendeu na Inglaterra para depois dar um golpe e assumir o controle do Reino Unido, sob o pretexto de impedir que o estado islâmico, que crescia a passos largos, domina-se de vez a Europa. Com um discurso violento , ganhou as massas e no fim, com o apoio dos antigos Estados Unidos, França e Alemanha, devastou toda a Arábia e países dominados pelo Estado islâmico.
Eu tinha vinte anos quando isso aconteceu, morava no Brasil e cursava engenharia mecatrônica na UFRJ, desde a adolescência tinha um projeto de construir algo como uma armadura que aumentasse a capacidade humana. Eu sempre me senti fraco, sofri muito bullyng durante a adolescência. Mesmo depois de praticar karate, ganhar competições,fazer musculação e consertar meu rosto com tratamento dentário, ainda era muito perturbado. Uma propaganda forte fica impregnada na mente de tal maneira que eu escutava uma voz, que me atormentava.
Bom, mas chega de falar de mim. Aposto que você não está interessado em saber da loucura daquele que vos fala. Continuando...Após os territórios com maior quantidade de recursos valiosos ficarem nas mãos do Reino Unido, não demorou para o mesmo invadir a França, Polônia e outros países da Europa, formando o império libertador da Britânia. Essas invasões foram feitas sob o pretexto que antigos líderes e financiadores do Estado Islâmico, estavam nos altos escalões dos governos desses países. Uma ótima desculpa se me perguntar. Após essa notícia, os países da América formaram uma coalisão liderada pelos Estados Unidos. Sempre eles. Chamada liga americana, realmente muito criativo....
Eu já havia me formado e o Brasil, meu país, decretou que a produção industrial deveria se voltar para a guerra e criou um órgão chamado Projetos de Armas Novas para a Guerra, PANG, com a finalidade de pessoas físicas, com ensino superior e empresas privadas disponibilizassem projetos para novas armas de guerra. Meu projeto da adolescência, que pude colocar no papel durante a faculdade, um exo esqueleto capaz de elevar as capacidades humanas, havia finalmente ganhado um sopro de vida.