Esse conjunto de cavidades
Por onde todo sangue se entrelaça,
Carinhosamente denominado coração
Conhece mais a mim que o cérebro,
O qual, silenciosamente em meu crânio,
Apesar de todos mecanismos que o recobrem,
Machuca-se, prematuramente,
E indefinidamentese expõe.
Impõe aos hormônios, sentimentos em plural,
Para cada implosão,
Uma diástole em vão.
Tornando a cada pulso,
Avulso e momentâneo,
Uma harmonia única...
As paredes enrustidas dilatam-se
E engolem a cada uma vez,
Os mesmos anteriores litros de sangue
De segundos passados,
Trazendo consigo,
E em todo conjunto contido,
Sentimentos de outrora,
Quaisquer outros... mas justo agora!?
Quando, de ti, penso em esquecer,
Peno, apenas por pensar.
Ainda existo, apesar dos pesares,
Penso em ti, e se tu, em mim pensares,
Sem pesares, aceito-te de amores,
Sem mais rancores,
Vivo por amar!
Amo-te por viver, e de tanto querer,
Vou-me por ti, cada vez mais, enamorar.