Parece que tudo mudou desde meus últimos diários.
Ao mesmo tempo, nada.
Eu mudei, mas continuo a mesma. Só... um pouco sem paciência, mas com mais vontade. Ainda não aprendi, entretanto, a viver a solitude.
As vezes precisamos saber estar sozinhos... e estar acompanhados.
Sei que, só, nunca estou. Só quero caminhar com somente essa minha Ilustre Companhia mais vezes.
Eu seriamente quero me motivar
De verdade, a proposta de escrever um romance, mesmo que curto, me motiva e me assusta. Como autora, nunca acho que escrevi o suficiente, ou que escrevi demais, que "a capa está muito feia", ou que "não consigo desenhar agora". É meio cansativo, mas acho que quem faz arte vive disso, vive para esses momentos.
Apenas torço que eu consiga escrever, e que alguém leia. Não tem nada mais difícil do que escrever para o vazio, não?
Não gosto de me lamentar. Mas as vezes sinto urgir a necessidade de falar meu sentimento, meu coração pede para desabafar e dizer tudo.
Mas não sou só eu que passo por isso, com certeza. Amigos autores, levante a mão quem nunca escreveu para si, somente?
Parte também da arte é se ver no que se fez.
Uma função que descobri somente hoje que existe é essa, do diário. Sério, eu sou um pouco lenta com essas coisas, mas fiquei feliz de encontrar algo assim.
Ultimamente sinto saudades. Bem, ontem foi um dia das saudades. No finados, costumo ir para a igreja (sempre as 7:30 da manhã), vejo a Santa Missa, e depois minha família anda junta no cemitério, para visitar o túmulo dos nossos parentes. Olho e penso no céu, tenho esperança pelo céu. Que estejam lá. Mas meus pensamentos um dia depois desse dia, me deram saudades das pessoas com quem convivi.
Algumas estão perto, mas o coração parece distante, longe. É como se léguas e léguas de oceano profundo separassem.
E vem a saudade.
Esse sentimento tão estranho... e tão humano. Me alegro em sentir saudades.
Dizem que só sente saudades quem muito amou, e ainda ama. Se for assim, fico feliz com meu coração, também sei que ele foi amado.
Não tem sido tão normais os dias, já que algo novo cruza minha mente e minha história. O processo de se afastar é doloroso, mas também abre algumas portinholas estranhas e novas, penso muito sobre o que quero fazer com meu tempo livre, como carregar esse tempo com amor e cuidado, já que não me pertence. Tempo é como um punhado de areia seca; escapa pelos dedos tão rápido quanto o tempo que se leva para a pegar.
Enfim, quis apenas aproveitar desse espaço para refletir. A quem ler, muito obrigada. Espero que esteja tudo bem, em paz.