CENA ÚNICA: EXT. JARDIM DE ALGUMA CASA – MANHÃ.
Três caveiras estão em volta de um caixão de madeira. Duas delas começam a abrir o caixão, enquanto a outra observa.
GALENOGAL: Andem logo com isso aí, meus parceiros. As bruxas estão dando uma festa do capeta na rua do medo!
FINÓLIO: Está achando ruim? Então venha fazer. Preguiçoso do caralho! Todo ano é isso. Lúcifer manda a gente recrutar os parças, esse infeliz fica de preguiça e eu tenho que me foder sozinho.
URISDELFAN: EPAAA! Sozinho é o caralho. Eu faço a minha parte, meu camarada. Deixe de ser besta e tire o pé desse caixão. Essa parada é traiçoeira. Se tu ficar preso, aquele babaca ali não vai fazer porra nenhuma.
Os três começam a rasgar o saco, enquanto cantam uma canção:
TODOS: De um lado para o outro. De um lado para o outro. Tire o saco do morto. Tome cuidado com o corpo. Cuidado com o corpo! De um lado para o outro!!
GALENOGAL: Quem inventou essa música? Na moral, nem faz sentido isso!
FINÓLIO: A puta que pariu! Cara chato! A bruxa que criou o feitiço era uma velha que gostava de cadeira de balanço.
URISDELFAN: Para de implicar com tudo e joga logo a poção nos ossos.
Galenogal joga um líquido preto no cadáver e os ossos começam a tremer.
TODOS: De um lado para o outro. De um lado para o outro. Balançando sem parar! Sua alma aprisionar! Um novo irmão fabricar. De um lado para o outro.
Em um piscar de tela, uma quarta caveira aparece do lado das outras.
FINÓLIO: Seja bem-vindo irmão. Qual o seu nome?
CAVÉIRA: Coé, meus consagrados. Eu me chamo Mimaréio, e estou pronto para a festinha!
GALENOGAL: Fodeu de vez! Certeza que Lúcifer vai colocar esse caralho na nossa equipe. Capeta dos infernos! Odeio essa parada de nome. Se foder!
URISDELFAN: Eu mereço.
FINÓLIO: Que se foda! Pega essa desgraça e vamos para a festa das bruxas. Meus ossos estão começando a tremer com a falta de pó de duende.
GALENOGAL: Viciado dos infernos!
Uma das caveiras bate o pé no chão três vezes e um buraco fundo aparece. As quatro pulam dentro do buraco e ele desaparece.
FIM.